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Cientistas descobrem forma de antecipar erupções vulcânicas explosivas

·2 minuto de leitura
Cientistas descobrem forma de antecipar erupções vulcânicas explosivas
Cientistas descobrem forma de antecipar erupções vulcânicas explosivas

Um novo estudo afirma que erupções vulcânicas explosivas tendem a liberar descargas elétricas invisíveis – chamadas “descargas de ventilação” -, que, se corretamente monitoradas, podem indicar quando um vulcão vai ter um episódio mais ou menos intenso e, com isso, ajudar autoridades a se prepararem melhor.

A descoberta foi feita por cientistas do Observatório Vulcânico do Alasca, em Anchorage, e publicada na Geophysical Research Letters – uma equipe liderada pela vulcanologista Cassandra Smith, que deu mais detalhes sobre a novidade.

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Imagem mostra o vulcão Sakurajima, no Japão. Erupção explosiva desencadeada por ele revela descargas elétricas úteis para estudo científico
Erupção explosiva do vulcão Sakurajima resulta em descargas elétricas bem evidentes. O vulcão é um dos mais ativos do Japão. Imagem: meyumiki/Shutterstock

Segundo ela, há dois tipos de descargas elétricas possíveis em erupções vulcânicas explosivas: a primeira é o show de luzes visível aos olhos que você vê – raios passeando em zigue-zague pela nuvem de fumaça e cinzas. A segunda é a tal “descarga de ventilação”, que você não vê com os olhos, mas consegue medir com sensores específicos.

Ao contrário das descargas visíveis, que aparecem quando a sílica contida nas cinzas da erupção adquirem cargas positivas e negativas e duram menos de um segundo, as descargas de ventilação produzem um sinal contínuo de alta frequência que dura algo em torno de cinco segundos, uma eternidade se comparada à velocidade de um raio, por exemplo.

O estudo conduzido por Smith e sua equipe foi feito no vulcão de Sakurajima, um dos mais ativos do Japão. O time avaliou 97 de suas explosões, em uma linha do tempo iniciada em junho de 2015 e seguida até hoje, estabelecendo parâmetros bem específicos: apenas explosões pequenas, com coluna de fumaça com altura máxima de três quilômetros (km) e duração inferior a cinco minutos.

Com isso, Smith examinou as cargas incidentes na sílica, dinâmicas da proliferação de fumaça e as descargas de ventilação. Como ela já esperava, as explosões de Sakurajima traziam altas descargas elétricas devido à concentração de cinzas. Dessas descargas, o time considerou como “ventilação” apenas aquelas cujos raios se direcionavam para cima a velocidades superiores a 55 metros por segundo (m/s).

“Quando você atinge uma certa intensidade na erupção, você vai ver essas descargas de ventilação”, disse Smith.

Segundo os cientistas, os dados coletados podem ajudar autoridades a tomarem decisões mais informadas – e antecipadas – no que tange a medidas de proteção populacional: essas informações não “prevêem” uma erupção – já que as descargas só vem depois dela -, mas ajudam a determinar a intensidade e o tempo que ela pode ter. Com isso, você consegue saber se uma evacuação é necessária, ou se aviadores e outros profissionais de tráfego aéreo poderão transitar pela região.

Isso, aliado ao trabalho de sismólogos, que monitoram atividades tectônicas para detectar movimentos irregulares dentro de um vulcão, podem contemplar uma solução de prevenção mais completa.

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