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Cientistas descobrem 3 diferentes linhagens do coronavírus no Amazonas

Fidel Forato
·3 minuto de leitura

Vírus são, literalmente, mutantes — e isso não é diferente para o novo coronavírus (SARS-CoV-2), identificado pela primeira vez no Brasil em fevereiro. Desde então, três linhagens (ou tipos) diferentes do vírus da COVID-19 já foram identificados no estado do Amazonas, segundo estudo da Fiocruz Amazônia. Cada um representa, na verdade, uma cepa diferente do vírus, ou seja, pequenas variações genéticas em relação a sua composição original.

Essas variações costumam surgir no processo de reprodução do coronavírus. Isso porque quando vai se reproduzir, o vírus usa o material genético da célula para replicar novos patógenos. Só que, nesse processo, às vezes, a cópia apresenta alterações em relação ao original. Assim, em termos práticos, o surgimento de novos tipos é potencializado pelo número de pessoas tiveram COVID-19.

Pesquisadores da Fiocruz identificaram três tipos do coronavírus em circulação no Amazonas (Imagem: Reprodução/ Visual Science)
Pesquisadores da Fiocruz identificaram três tipos do coronavírus em circulação no Amazonas (Imagem: Reprodução/ Visual Science)

No cenário nacional, o Amazonas é o sétimo estado com mais casos do novo coronavírus. São mais de 85 mil contaminados, segundo as informações divulgadas ontem (14) pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Entenda os três tipos 

Nas análises de casos do estado, a pesquisa do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) chegou a três linhagens do coronavírus, que foram a A2, a B1.1 e a B1. No entanto, os autores não consideram que essas mutações do vírus original ocorreram dentro do Amazonas e, sim, sugerem que se tratam de ao menos três introduções (chegadas) do vírus por lá. Isso porque as três linhagens encontradas são, frequentemente, identificadas também em amostras da Austrália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

Para a conclusão do estudo de Epidemiologia Molecular, foram sequenciados 37 genomas do novo coronavírus. Nesse cenário, um dos principais cientistas do projeto, Felipe Naveca, alerta para a importância desse levantamento, especialmente diante da escassez de informações sobre os vírus que causam síndromes respiratórias na população do Amazonas.

Ainda em março, Naveca já tinha identificado o primeiro genoma do SARS-CoV-2 presente no Norte do país. Agora, foram mais 36 sequenciamentos. Esses genomas identificados no Amazonas podem ser comparados a outros que circulam no Brasil e no mundo, ajudando a traçar políticas públicas para a contenção de novas transmissões, por exemplo.

Em um exemplo local das descobertas, na capital Manaus, foram identificadas as três linhagens. Em Manacapuru, Manaquiri e Manicoré, a pesquisa encontrou duas linhagens circulando, enquanto isso, nos demais municípios, há apenas uma linhagem circulando. O que pode apontar para a necessidade de maior isolamento dos casos da capital para que, dessa forma, não ocorra ainda mais a interiorização da epidemia.

Esse estudo foi apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam).

Fonte: Canaltech

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