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Cientistas da USP criam pele artificial para testar cosméticos e medicamentos

Uma equipe de cientistas da USP desenvolveu uma pele artificial que pode ajudar em testes de cosméticos e medicamentos. As descobertas foram publicadas na revista científica Bioprinting. Para produzir essa tecnologia, os pesquisadores contaram com bioengenharia, e a ideia é que essa pele possa substituir o controverso uso de animais.

Os cientistas explicam que se trata de um tecido humano, semelhante à pele natural, que gerou resultados satisfatórios a testes de segurança e eficácia de compostos bioativos. O grupo se concentrou em verificar a morfologia tecidual, que deve conter, na epiderme, toda a estrutura estratificada em quatro camadas: basal, espinhosa, granulosa e córnea.

Ou seja: na prática, a pele reconstruída in vitro deve apresentar as mesmas funções da nossa, que conta com uma barreira seletiva contra o meio externo, protegendo de estressores químicos, como poluição, produtos tópicos aplicados, ou mesmo físicos, como radiação solar.

O grupo também conduziu experimentos para verificar a capacidade de suportar a permeação de detergentes que causam irritação. O último teste de validação foi aplicar topicamente substâncias químicas irritantes, como ácidos, ou não irritantes, como soluções fisiológicas.

Cientistas criam pele artificial para testar cosméticos e medicamentos (Imagem: Yassine Khalfalli/Unsplash)
Cientistas criam pele artificial para testar cosméticos e medicamentos (Imagem: Yassine Khalfalli/Unsplash)

Nesse estudo, os resultados indicaram que as peles bioimpressas podem ser utilizadas para testes de irritação in vitro. No entanto, os pesquisadores destacam que é preciso ter cautela na utilização das bioimpressoras, porque dependendo do sistema escolhido, pode haver alteração da resposta celular nesses testes e indicar maior inflamação, por exemplo.

Os próximos passos dos pesquisadores é criar modelos mais complexos, com as três camadas (epiderme, derme e hipoderme) e células representativas da pele humana, aproximando mais o modelo da realidade.

Fonte: Canaltech

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