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Cientistas conseguem imprimir neurônios em 3D

·1 minuto de leitura

A impressão 3D vem ganhando cada vez mais espaço com o passar do tempo, chegando a feitos extraordinários. E o mais recente deles foi a geração de células cerebrais vivas e funcionais, os neurônios, proporcionada por um estudo da Concordia University (Canadá). Foi usando uma nova técnica de laser que o grupo conseguiu imprimir as células, no caso, de camundongos.

A maioria desses neurônios sobreviveu por mais de dois dias depois de serem impressos, o que os torna ferramentas viáveis ​​para pesquisas pré-clínicas. Os cientistas por trás do trabalho explicaram em um comunicado à imprensa que a ideia do estudo não é substituir células perdidas por lesões cerebrais ou doenças neurodegenerativas.

(Imagem: Raman Oza/Pixabay)
(Imagem: Raman Oza/Pixabay)

“Em geral, as pessoas costumam tirar conclusões precipitadas quando falamos sobre bioimpressão, e acham que agora podemos imprimir coisas como órgãos humanos para transplantes. Embora este seja um objetivo de longo prazo, estamos muito longe desse ponto. Mas ainda existem muitas maneiras de usar essa tecnologia", escrevem os pesquisadores, no comunicado.

Mesmo que o objetivo não seja transplantar neurônios, a equipe espera que suas células cerebrais impressas em 3D ajudem melhorando a pesquisa médica. O objetivo é substituir modelos animais por novos testes farmacêuticos, eventualmente imprimindo e experimentando em neurônios humanos, o que poderia tornar a pesquisa pré-clínica mais precisa, considerando que testar drogas experimentais em tecido humano impresso em laboratório daria aos médicos uma ideia melhor de como essas drogas funcionam, algo que vai além dos testes em outros organismos, como em espécies de ratos ou outros animais. O estudo completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Canaltech

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