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Cientistas conseguem identificar, pelo tom de voz, se alguém está mentindo

Natalie Rosa
·2 minuto de leitura

Um novo estudo buscou entender se é possível decifrar se uma pessoa está mentindo ou não, considerando apenas o tom de sua voz. De acordo com os resultados, aqueles que falam com uma entonação crescente, reduzindo a ênfase no começo de cada sílaba e em velocidade mais lenta são, geralmente, considerados os mais desonestos.

A pesquisa, publicada na revista científica Nature, foi realizada com 115 voluntários de diferentes países. Os cientistas chegaram à conclusão de que é possível identificar rapidamente uma mentira com base neste padrão melódico, independente do idioma falado. Esse padrão é analisado pela prosódia, parte da linguística que estuda a entonação e o ritmo da fala, e os cientistas buscaram descobrir se existe uma prosódia universal para a mentira e se ela pode ser detectada por quem está ouvindo.

Para desvendar esse mistério, foram realizados quatro experimentos separados. O primeiro foi feito com pessoas que falam francês, e elas precisaram ouvir centenas de palavras sem sentido que eram semelhantes ao idioma. Então, precisaram classificar o que ouviram em níveis de honestidade e de mentira, e o quão assertivo eles achavam que o orador estava sendo. Os resultados mostraram que as declarações mais classificadas como honestas foram aquelas com uma entonação descendente, ou seja, mais altas no início das palavras, e aquelas que foram faladas mais rápido.

<em>Imagem: Reprodução/pressfoto/Freepik</em>
Imagem: Reprodução/pressfoto/Freepik

Já no segundo experimento, os ouvintes precisaram escutar uma série de pseudo-palavras faladas, mas recebendo um contexto. Uma das situações, por exemplo, foi contextualizada como sendo um jogo de pôquer, com os participantes precisando distinguir se o orador estava blefando para os oponentes ou não. O segundo experimento teve resultados consistentes em comparação com o primeiro, com os ouvintes considerando a mesma entonação para os participantes mais honestos. Já os desonestos tinham a fala mais lenta e com mais ênfase na entonação no meio das palavras.

A pesquisa também recrutou pessoas que falavam inglês e espanhol para descobrir se os resultados eram iguais aos estudos com o idioma francês, e a resposta foi positiva. Sendo assim, oradores de diferentes idiomas possuem o mesmo padrão de fala na hora de mentir. Por fim, os pesquisadores pediram para que os participantes lembrassem de palavras inventadas que tivessem ouvido, e as mais lembradas foram aquelas vindas de declarações desonestas, sugerindo que essa forma de falar se destaca e chama mais a atenção.

Com base nos resultados, os cientistas concluíram ainda que as pessoas adquiriram uma adaptação auditiva que detecta e reage com rapidez às mentiras durante as conversas. Você pode consultar o estudo completo neste link.

Fonte: Canaltech

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