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Cientistas conseguem ensinar ecolocalização para humanos em novo estudo

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Cientistas conseguem ensinar ecolocalização para humanos em novo estudo
Cientistas conseguem ensinar ecolocalização para humanos em novo estudo

Pesquisadores da Universidade de Durham, na Inglaterra, conseguiram ensinar a navegação por ecolocalização para seres humanos. O experimento bem sucedido foi publicado na PLOS ONE e relatado inicialmente pela BBC.

Durante 10 semanas, os cientistas usaram cliques para ensinar 26 pessoas – 12 deficientes visuais e 14 pessoas de visão normal – a navegarem pelos seus arredores apenas pelo som. Os participantes eram conduzidos em duas sessões por semana, cada uma durando cerca de três horas.

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Imagem mostra um homem negro, cego, usando óculos escuros e vestindo camisa social rosa. Cegos foram parte de um estudo que ensinou a ecolocalização para seres humanos
A ecolocalização pode ajudar deficientes visuais a navegarem melhor por meio do uso e interpretação espacial de sons. Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução

A ecolocalização é um conceito mais presente no estudo dos animais, como golfinhos e morcegos, que são dotados de uma espécie de “sonar” que permite que eles, mesmo enxergando normalmente com os olhos, percebam a presença de outros seres e objetos ao “ouví-los”.

No caso de humanos, a ecolocalização também é presente, mas em menor intensidade e, normalmente, associada ao olhar. Por exemplo: se você estalar seus dedos da mão direita, imediatamente seu corpo saberá de que lado veio o som, e seus olhos vão reagir de acordo.

O experimento, porém, envolveu a retirada da visão, fazendo com que apenas os sons servissem de guia aos participantes. Depois disso, os pesquisadores compararam seus desempenhos com pessoas que são especializadas neste tipo de navegação e, mais além, retornaram contato com os candidatos para saber se as sessões tiveram algum efeito a longo prazo.

“Eu não consigo pensar em nenhum outro trabalho com participantes cegos que trouxe um feedback tão empolgante”, disse a psicóloga Lore Thaler. “As pessoas que participaram de nosso estudo nos relataram que a ecolocalização baseada em cliques trouxe um efeito positivo em sua mobilidade, independência e bem-estar, comprovando que os avanços que registramos em laboratório transcenderam para benefícios positivos em suas vidas e dia a dia”.

Os participantes tinham entre 21 e 79 anos, e as sessões envolviam o cumprimento de tarefas simples, desde posicionamento em locais escuros, até execuções mais complexas, como usar os cliques para determinar se um par de discos à frente deles estava com o disco mais pesado em cima ou embaixo, ou ainda identificar a orientação de uma peça retangular de madeira (se ela estava na vertical, horizontal etc.).

Os resultados foram os melhores possíveis: não apenas os pesquisadores determinaram que, com o devido treino, qualquer pessoa pode aprender a navegar por ecolocalização – independente de idade ou capacidade visual -, como alguns dos participantes tiveram desempenhos melhores do que os próprios experts no assunto – pessoas que há décadas vivem da navegação por esse método.

A pesquisa é uma sequência de outro estudo, publicado por Nathan Hurst em 2017. Nele, foi determinado um “cone de percepção” para quando ouvimos determinados sons. Segundo Hurst, o barulho de um clique gera uma espécie de cone de mais ou menos 60 graus (°). Dentro deste espectro, nossa percepção do som é praticamente sem falhas, nos dando posição do ponto de emissão, e a intensidade do barulho nos permite saber se eles está mais próximo ou mais distante.

“Você poderia preencher bibliotecas inteiras com o que sabemos sobre o sistema visual humano”, disse Daniel Kish, que participou do estudo de 2017 e é um navegador especializado em ecolocalização. “Mas o que nós sabemos sobre a ecolocalização humana mal cabe em uma prateleira”.

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