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Cielo vê varejo ganhar participação nos pagamentos

Fernanda Bompan e Sérgio Tauhata
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Empresa foca atuação em empresas com faturamento a partir de R$ 20 mil ao mês Hoje os volumes de pagamentos processados pela Cielo são 38% de varejo e 62% em grandes contas e esse equilíbrio ficará mais acentuado em 2021, disse Paulo Caffarelli, presidente da Cielo, em teleconferência. Antes a relação era de 30% e 70%, respectivamente. “Essa diferença é emblemática”, afirmou. Ele comentou que eles já são especialistas em grandes contas e querem focar no potencial que existe no varejo. Neste momento, o foco de atuação serão as empresas cujo faturamento é a partir de R$ 20 mil por mês, em todos os segmentos. Segundo o vice-presidente executivo de Finanças e diretor de Relações com Investidores da Cielo, a participação do e-commerce no volume de pagamentos capturados pela Cielo teve 98% de crescimento no terceiro trimestre de 2020 em relação a igual período de 2019. Caffarelli afirmou que o movimento de ingresso de consumidores no e-commerce, por causa da necessidade de quarentena em meio à pandemia, ajudou a criar potencial de negócios para a empresa neste ano. Segundo ele, no ano passado foram registradas 600 mil novas transações neste tipo de comércio eletrônico, neste ano já foram 6 milhões. “Desta forma, pensando na Black Friday, que é data mais importante, estamos ajudando nossos clientes, com cursos, suporte técnico, estratégias mercadológicas”, apontou Caffarelli. Sousa também comentou que o impacto da crise da covid-19 no volume capturado pela Cielo foi de R$ 21,1 bilhões. Caffarelli salientou ainda que a penetração na modalidade de crédito cresceu 31,8% no terceiro trimestre, “isso é muito importante para nós”. Paulo Caffarelli, presidente da Cielo, destaca ampliação do varejo nos pagamentos transacionados pela companhia Silvia Costanti/Valor Segundo o executivo, a Cielo perdeu um pouco de share no período porque não está mais dispostos a praticar os preços que cobrava antes. No terceiro trimestre, a Cielo obteve um lucro líquido de R$ 100,4 milhões, uma queda de 71,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado, porém, reverte o primeiro prejuízo desde que a companhia abriu o capital, registrado entre abril e junho deste ano. O prejuízo do segundo trimestre decorreu do impacto da pandemia e do isolamento social. Segundo o Índice de Varejo Ampliado da Cielo (ICVA) o intervalo entre abril e junho teve uma queda nominal de vendas de 29% comparado ao segundo trimestre do ano passado. No terceiro trimestre, o ICVA desacelerou a queda para um recuo de 12% ante o mesmo período de 2019. A companhia registrou uma alta anual de 2,9% nas receitas líquidas consolidadas no terceiro trimestre que atingiram R$ 2,882 bilhões. O volume financeiro transacionado, por sua vez, teve um leve recuo de 3,6% na mesma base para R$ 165,6 bilhões. O volume representa, na avaliação da companhia, uma retomada dos níveis de antes da covid-19, uma vez que o resultado indica um crescimento de 29,4% frente ao segundo trimestre de 2020, considerado o período mais crítico da pandemia.