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Cielo corta custos e lucro recorrente cresce 36% no 1º tri

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A Cielo teve aumento do lucro no primeiro trimestre, uma vez que uma forte política de controle sobre as despesas e maiores receitas com antecipação de recebíveis compensaram a piora na linha financeira.

A maior empresa de meios de pagamentos eletrônicos do país anunciou nesta terça-feira que seu lucro líquido recorrente de janeiro a março somou 184,6 milhões de reais, alta de 35,9% sobre um ano antes.

Segundo a Cielo, também em bases recorrentes, o resultado operacional medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) consolidado registrou expansão de 52,1%, para 711,5 milhões de reais.

De acordo com o relatório de resultados, a receita liquida do período alcançou 2,76 bilhões de reais, alta de 1,5%. Mas excluindo a venda da Multidisplay, em novembro, o crescimento foi de 15,2%.

Um dos destaques do período foi a antecipação de recebíveis, que somou 26 bilhões de reais, crescimento de 31% sobre um ano antes, com mais lojistas pedindo para receber recursos de vendas, em um cenário de juros e inflação alta.

Além disso, o volume financeiro processado pelos terminais da Cielo em pagamentos com cartões de débito e de crédito subiu 23,9% ano a ano, para 198,35 bilhões de reais.

Na outra ponta, os gastos totais apresentaram queda de 3,4% ano a ano. Excluídos efeitos não recorrentes, a queda teria sido de 8,9%, afirmou a Cielo.

A empresa teve nova rodada de queda na base de terminais instaladas. Considerando estabelecimentos comerciais que realizaram ao menos uma transação com nos últimos 90 dias, a base ativa total encerrou o trimestre 17,4% menor em 12 meses, após a empresa suspender subsídios para pequenos negócios.

O resultado financeiro da Cielo no trimestre ficou negativo em 93,4 milhões de reais, ante montante positivo de 51 milhões um ano antes, refletindo o efeito da alta de juros sobre a dívida da companhia.

A Cielo concluiu em abril a venda de sua unidade nos EUA, MerchantE Solutions, por 137 milhões de dólares.

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