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CIDH condena uso excessivo da força contra migrantes no México

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Migrantes da América Central e do Haiti em uma caravana para os Estados Unidos descansam em Mapstepec, estado de Chiapas, México, em 31 de agosto de 2021 (AFP/ISAAC GUZMAN)

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou nesta segunda-feira (27) o uso excessivo da força contra migrantes no sul do México e instou o governo de Andrés Manuel López Obrador a investigar o ocorrido e tomar medidas para evitar que se repita.

A CIDH, uma entidade da Organização dos Estados Americanos (OEA), também pediu reparação às vítimas de violência contra caravanas de migrantes, registrada no estado de Chiapas, na fronteira com a Guatemala, entre o final de agosto e o início de setembro.

“Para impedir sua passagem para a fronteira norte do país, o Instituto Nacional de Migração (INM) e a Guarda Nacional, em contravenção às normas interamericanas na matéria, utilizaram a força em operações de controle migratório”, afirmou a CIDH em nota, citando vídeos postados nas redes sociais.

Destacou que foram denunciadas "agressões e golpes" sem direito de defesa, e que estavam envolvidos membros do Exército e dos Grupos Beta do IMM, criados para proteger os migrantes. Também mencionou relatos de pessoas expulsas para a Guatemala que receberam choques elétricos para forçá-las a embarcar nos ônibus.

O uso da força “somente será empregado quando todos os demais meios de controle se esgotarem ou falharem, e deve ser sempre estritamente proporcional e necessário para alcançar um objetivo lícito e razoável nas circunstâncias de cada caso”, ressaltou a CIDH.

Caravanas compostas por centenas de migrantes da América Central, além de haitianos, foram detidas à força semanas atrás em Chiapas, enquanto tentavam chegar aos Estados Unidos, fugindo da violência e da pobreza em seus países.

ad/yow/ic/mvv

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