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Cidades europeias lideram ranking global de abertura a viagens

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Capitais europeias das finanças e do turismo lideram um ranking da Bloomberg com as 70 cidades globais mais abertas aos viajantes com base nas taxas de vacinação, regras locais de saúde pública e restrições de viagens na pandemia.

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Madri, Viena e Barcelona estão no topo da lista. Das 10 primeiras cidades, nove estão na Europa. A Cidade do México é o único destino não europeu entre os melhores classificados, de acordo com análise da Bloomberg. Cidades nas regiões da Ásia e do Pacífico estão entre as menos acessíveis, em parte devido à exigência de quarentenas para viajantes e às contínuas restrições de saúde.

Nenhuma cidade dos Estados Unidos ficou entre as dez primeiras. Os EUA continuam a limitar a entrada de pessoas de alguns países e exigem teste de Covid-19 na chegada, o que prejudicou sua classificação. Muitos destinos nos EUA analisados pela Bloomberg ainda possuem restrições de saúde pública em vigor, como exigência de máscara ou limites de ocupação. Mas a classificação para cidades dos EUA deve mudar no próximo mês, quando o governo Biden planeja abrir as viagens para a maioria dos visitantes vacinados.

O ranking destaca o ritmo desigual da reabertura ao redor do mundo para viajantes a negócios e lazer. Mesmo com comprovante de vacinação ou outras medidas de saúde nas fronteiras, como testes, o acesso a alguns países ainda é difícil ou impossível.

Destinos europeus com as melhores classificações permitem amplo acesso, muitas vezes sem a necessidade de testes para entrar se os viajantes estiverem vacinados, além de restrições de saúde mais frouxas. Também se destacam pelas altas taxas de vacinação.

Embora os EUA tenham liderado inicialmente a imunização de residentes devido à compra antecipada de vacinas, as taxas de vacinação europeias em muitos casos alcançaram e ultrapassaram os níveis americanos, de acordo com o rastreador de vacinas da Bloomberg.

As cidades recebem uma classificação geral com base em uma combinação de fatores: o nível de dificuldade de entrada em um país devido às regras para viagens na pandemia de Covid-19 com a exigência de testes ou quarentena, taxa de vacinação local, medidas de saúde pública, além da abertura comercial de uma cidade.

Os destinos da Ásia e do Pacífico estão entre os piores classificados da lista. Cidades como Pequim e Xangai, Sydney e Auckland estão praticamente fechadas para não residentes. Alguns destinos, como Seul, impõem quarentenas obrigatórias para visitantes de países com entrada permitida. Na África do Sul, Joanesburgo permite visitantes, mas há mais limitações para atividades e regras gerais de máscara em vigor. Destinos turísticos populares como Nassau, Bahamas e Montego Bay, Jamaica, impuseram restrições para estabelecimentos como bares e restaurantes.

Só porque é mais fácil viajar para alguns lugares não significa que o tráfego de viagens seja intenso. Embora cidades da Europa liderem o ranking, o volume de voos para destinos no continente permanece significativamente limitado em comparação com 2019, antes da pandemia. Dos 70 destinos analisados pela Bloomberg, a capacidade de assentos aumentou apenas para o México, Grécia e República Dominicana, enquanto viagens pela Europa continuam em nível muito baixo.

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