Mercado abrirá em 4 h 53 min
  • BOVESPA

    110.035,17
    -2.220,83 (-1,98%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.592,91
    +282,61 (+0,64%)
     
  • PETROLEO CRU

    62,69
    +1,19 (+1,93%)
     
  • OURO

    1.752,20
    +23,40 (+1,35%)
     
  • BTC-USD

    46.356,62
    +1.738,34 (+3,90%)
     
  • CMC Crypto 200

    926,46
    -6,68 (-0,72%)
     
  • S&P500

    3.811,15
    -18,19 (-0,48%)
     
  • DOW JONES

    30.932,37
    -469,63 (-1,50%)
     
  • FTSE

    6.483,43
    0,00 (0,00%)
     
  • HANG SENG

    29.418,63
    +438,42 (+1,51%)
     
  • NIKKEI

    29.663,50
    +697,49 (+2,41%)
     
  • NASDAQ

    13.110,50
    +199,50 (+1,55%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7559
    -0,0024 (-0,04%)
     

Cidade em SP será usada para testar como a CoronaVac impede o contágio pela Covid-19

João Conrado Kneipp
·3 minuto de leitura
SAO PAULO, BRAZIL - JANUARY 17: A nurse draws the CoronaVac vaccine from a vial at Hospital das Clinicas of the University of Sao Paulo (USP) on January 17, 2021 in Sao Paulo, Brazil. The CoronaVac vaccine was developed by the Chinese laboratory Sinovac in partnership with the Butantan Institute. The National Health Surveillance Agency (Anvisa) authorized today the emergency use of the CoronaVac and the AstraZeneca (developed by the University of Oxford in partnership with the Oswaldo Cruz Foundation (Fiocruz) vaccines against Covid-19. (Photo by Rodrigo Paiva/Getty Images)
O teste pretende descobrir qual o efeito da vacinação em massa de uma população no controle da pandemia. (Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images)

A cidade de Serrana, no interior de São Paulo, foi escolhida pelo governo do estado para testar qual a eficiência da CoronaVac no combate ao contágio pelo novo coronavírus. O teste, anunciado pelo governador João Doria (PSDB) nesta segunda-feira (8), pretende descobrir qual o efeito da vacinação em massa no controle da pandemia.

“Até agora, testamos a eficácia da CoronaVac contra a doença. Agora, vamos testar a eficiência da vacinação. De uma forma bem simples, esse teste serve para determinar qual o efeito da vacinação em massa sobre a evolução da pandemia”, explicou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

O objetivo do Instituto Butantan e dos pesquisadores responsáveis pelo estudo é descobrir qual o efeito da CoronaVac, a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Butantan, em um ambiente não controlado como o dos testes clínicos que garantiram a aprovação para seu uso emergencial.

O estudo começará no próximo dia 17 e envolverá a vacinação voluntária de 30 mil habitantes de Serrana. O município tem cerca de 45 mil moradores e está localizado próximo a Ribeirão Preto. O término da imunização em Serrana está previsto para o início de abril.

Leia também:

De acordo com Dimas Covas, o teste pretende avaliar como a vacinação em massa de uma população afetará a transmissão da doença, a redução do uso do sistema de saúde, se ocorrerá ou não a chamada “imunidade de rebanho” e outros efeitos indiretos, como o impacto na economia e a circulação de pessoas.

“É um estudo inovador nesse sentido, o primeiro do mundo”, afirmou Dimas.

COMO VAI FUNCIONAR O ESTUDO?

Para compreender o efeito da vacina na cidade, a população foi dividida em quatro áreas: cada uma delas começará a vacinação com uma semana de diferença. Com isso, os pesquisadores esperam acompanhar o comportamento dos casos entre a população vacinada e a população não vacinada.

“Vamos começar a vacinação por uma região e dar um intervalo de 7 dias para vacinar a região seguinte. Durante esse intervalo, vamos acompanhando como a epidemia reage. Montamos um sistema de viligância ativa e vamos controlando o que vai acontecer: número de casos, número de testes positivos, número de internações, número de consultadas. E vamos comparar esses números entre as regiões”, explicou Dimas Covas.

A escolha da cidade se deu por Serrana ser um município pequeno, mas com fácil acesso ao sistema de saúde em Ribeirão Preto e no Hospital Estadual de Serrana.

Além disso, outro fator que pesou na escolha é o fato de o município ser uma cidade-dormitório, isto é, a maioria de seus habitantes trabalha em outras localidades da região, o que aumenta a possibilidade de transmissão.

Dessa vez, o objetivo não é o cálculo da eficácia da vacina, mas qual o impacto dela na população em geral. Na prática, a população de Serrana funcionará como um espelho de toda a população do estado e do país.

“Esse estudo vai permitir nos dar a resposta de o que vai acontecer com a epidemia com uma vacinação em massa. A epidemia vai ser controlada? Não vai ser controlada?”, questionou Dimas.

As vacinas reservadas para a cidade sairão do lote específico para o estudo clínico e não do lote encaminhado para uso no Plano Nacional de Imunização (PNI), destinado para a população em geral, de acordo com as regras de grupos preferenciais. Embora a vacinação não seja obrigatória, haverá um número de doses suficiente para a imunização de cerca de 39 mil pessoas.