Mercado abrirá em 2 h 25 min
  • BOVESPA

    97.926,34
    -2.294,29 (-2,29%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.827,93
    +277,53 (+0,53%)
     
  • PETROLEO CRU

    67,51
    -2,45 (-3,50%)
     
  • OURO

    1.998,40
    +2,50 (+0,13%)
     
  • Bitcoin USD

    28.044,57
    +336,46 (+1,21%)
     
  • CMC Crypto 200

    611,20
    +13,74 (+2,30%)
     
  • S&P500

    3.948,72
    +11,75 (+0,30%)
     
  • DOW JONES

    32.105,25
    +75,14 (+0,23%)
     
  • FTSE

    7.359,97
    -139,63 (-1,86%)
     
  • HANG SENG

    19.915,68
    -133,96 (-0,67%)
     
  • NIKKEI

    27.385,25
    -34,36 (-0,13%)
     
  • NASDAQ

    12.801,75
    -52,25 (-0,41%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,6753
    -0,0547 (-0,95%)
     

Ciclone Freddy pode ter sido o mais energético e duradouro na história

O poderoso ciclone Freddy, formado ao norte da Austrália e que viajou até a África, causando danos a Madagascar e Moçambique pode ter sido a tempestade de maior duração e com maior energia da história.

Desde seu surgimento, no dia 6 de fevereiro, Freddy viajou mais de 8.000 quilômetros através do Oceano Índico, causando danos no caminho — mas não atingindo diretamente — às Ilhas da Reunião, território francês, e Maurício. No dia 21 do mesmo mês, o ciclone chegou à terra firme pela primeira vez, em uma passagem destruidora pela ilha de Madagascar. De lá, o fenômeno natural atingiu ainda os países de Moçambique, Malawi e Zimbábue.

Ciclone Freddy se aproximando de Madagascar. O ciclone pode ter sido o mais duradouro e poderoso já registrado (Imagem: NOAA)
Ciclone Freddy atravessando o Oceano Índiidco e atingindo Madagascar. O ciclone pode ter sido o mais duradouro e poderoso já registrado (Imagem: NOAA)

O ciclone deixou ao longo de sua duração pelo menos 148 vítimas e mais 19 desaparecidos, mas o Escritório de Assuntos Humanitários da ONU afirma que esta contagem deve subir nos próximos dias. Além da chuva e dos deslizamentos de terra desencadeados por ela, Freddy agravou a situação da epidemia de cólera no Malawi ao deixar dezenas de milhares de desabrigados.

Agora de volta ao oceano, a tempestade parece estar finalmente se dissipando. Embora análises mais detalhadas precisem ser feitas para confirmar a informação, a duração de 35 dias pode ser a maior já registrada para um ciclone tropical. O recorde anterior pertencia ao tufão John, com duração de 31 dias ao longo do ano de 1994. A denominação diferente refere-se ao local onde ele se formou — os tufões são ciclones formados no Pacífico e próximos ao sudeste asiático.

Por que o ciclone Freddy durou tanto?

O ciclone Freddy foi capaz de atingir sua duração recorde pois passou por vários momentos em que sua intensidade foi reforçada: frentes de ar na sua trajetória fortaleceram a tempestade em momentos em que o ciclone estava mais fraco. A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta que o fenômeno passou por pelo menos quatro eventos de reforço, o que também seria um recorde para um ciclone.

Trajetória do ciclone Freddy através do Oceano Índico. A tempestade chegou à terra firme três vezes distintas, atingindo os países de Madagascar, Moçambique, Zimbábue e Malawi (Imagem: Wikimedia/NASA/NOAA)
Trajetória do ciclone Freddy através do Oceano Índico. A tempestade chegou à terra firme três vezes distintas, atingindo os países de Madagascar, Moçambique, Zimbábue e Malawi (Imagem: Wikimedia/NASA/NOAA)

Isso permitiu que Freddy também liberasse uma imensa quantidade de energia: medições do índice de Energia Acumulada de Ciclone (Accumulated Cyclone Energy - ACE) — que leva em conta a velocidade dos ventos das tempestades — chegaram ao valor de 66 na data em que Freddy atingiu Madagascar, o que já seria o maior valor registrado no hemisfério sul. Em 12 de março, porém, o ACE da tempestade chegou a 86, superando os 85,2 do Furacão Ioke, de 2006.

Especialistas dizem que La Niña — resfriamento cíclico das águas do Pacífico, com efeitos climáticos em todo o globo — pode ter contribuído para a força de Freddy. Além disso, as atividades humanas que intensificam as mudanças climáticas também são apontadas como um possível fator de intensificação do ciclone.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: