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Cibercriminosos realizam concursos para aprimorar o roubo de criptomoedas e NFTs

·2 minuto de leitura

Concursos dedicados à cibersegurança são comuns há décadas e reúnem diversos especialistas em segurança que competem para encontrar soluções que aumentam a proteção de todos. Embora mais recentes, os eventos que reúnem cibercriminosos com intuitos contrários a esse também começaram a ganhar força — e já há competições para tentar destruir a defesa de tecnologias relacionadas a criptomoedas e non-fungible tokens (NFTs), que são os códigos que servem para autenticar um item digital como único na web.

Segundo informa a Intel471, no último mês um dos fóruns mais usados por hackers russos promoveu uma competição em que a comunidade era convidada a contribuir com estudos sobre como violar essas proteções. Um convite feito no dia 20 de abril procurava por “meios pouco ortodoxos de roubar chaves privadas e carteiras, softwares de mineração fora do normal, contratos inteligentes, NFTs e mais”.

O prêmio total oferecido às melhores descobertas foi de US$ 100 mil (R$ 508 mil na conversão direta), que cresceu em US$ 15 mil (R$ 76 mil) graças à contribuição de um membro conhecido da comunidade. Os criminosos tinham um prazo total de 30 dias para participar e, entre as interações, surgiram métodos de manipular APIs de plataformas de criptomoedas e técnicas de phishing para roubar dados de acesso.

Concursos entre criminosos já não são tão incomuns

Essa não é a primeira vez que concursos do tipo são feitos: no passado, grupos especializados em ransomware como o REvil e o LockBit também promoveram competições em que procuravam por métodos de expandir suas atividades. O interesse dos criminosos pelas criptomoedas e NFTs não é surpreendente, especialmente quando levamos em consideração as altas somas associadas a transações feitas com as tecnologias.

A opção pelo uso de fóruns também mostra a maior agilidade que criminosos possuem ao organizar e coordenar suas ações. Além de servirem como um mercado para vendas e trocas de informações, eles garantem o anonimato e incentivam a participação de seus membros sem a necessidade de grandes organizações que dependem de etapas burocráticas para acontecer.

Conforme as criptomoedas e os NFTs ganham força, e passam a ser adotados por um maior número de usuários, os ataques a essas tecnologias tendem a crescer. Dessa forma, provedores de serviço que estão lucrando com essas frentes também precisam reforçar suas soluções de segurança, garantindo que suas atividades e reputações não venham ser destruídas por cibercriminosos.

Fonte: Canaltech

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