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Chuvas de meteoros Táuridas do Norte e do Sul atingem pico nesta semana

·5 min de leitura

A chuva de meteoros Táuridas (ou Taurídeos, se preferir) não é das mais volumosas em termos de quantidade de meteoros por hora, mas pode recompensar os observadores mais pacientes com “estrelas cadentes” maiores do que nas demais chuvas, aparecendo nas cores laranja, vermelho e amarelo. Com sorte, você pode até ver um bólido — meteoro muito mais brilhante que o normal, também conhecido como “bola de fogo”. E a boa notícia é que as Táuridas do Norte e do Sul atingem pico nesta semana.

(Imagem: Reprodução/Neale LaSalle/Pexels)
(Imagem: Reprodução/Neale LaSalle/Pexels)

Os meteoros Táuridas são divididos em duas chuvas: a Táuridas do Norte e do Sul. Juntas, elas compõem um cenário espetacular no céu, ficando pertinho dos objetos mais fabulosos do nosso hemisfério celeste, como as Plêiades, a estrela supergigante Betelgeuse, a hipergigante Sirius e toda a região de Orion — repleta de objetos espetaculares, como a nebulosa de Orion, para quem possui instrumentos capazes de observar o céu profundo.

Toda essa riqueza espacial estará mais ou menos no mesmo campo de visão da chuva de meteoros Táuridas, que terá o pico na madrugada de sexta-feira, 5 de novembro. Isso significa que, se o céu estiver limpo, a observação será bem interessante e as astrofotografias têm potencial de fazer composições magníficas. A melhor notícia é que a noite é de Lua Nova, então o brilho lunar não vai atrapalhar a observação dos meteoros.

A divisão em Táuridas do Norte e Táuridas do Sul não têm muita relação com os locais onde eles podem ser vistos, e sim com o radial. Na verdade, são duas chuvas diferentes, com origens distintas. A do norte parecerá surgir um pouco mais perto das Plêiades, enquanto o radiante no hemisfério Sul fica um pouco mais acima. Além disso, o pico da Táuridas do Norte pode ocorrer em outra data, mas você também pode encontrar alguns meteoros neste radiante neste dia 5 de novembro.

Como observar a chuva de meteoros Táuridas

Embora os meteoros tenham a constelação de Touro como radiante, eles poderão aparecer em qualquer lugar dessa região celeste. Portanto, é útil encontrar as estrelas Betelgeuse e Rigel, as mais brilhantes do céu, porque elas ajudarão a localizar a Aldebarã. O radiante estará bem acima das Plêiades e à esquerda de Aldebarã. Se isso parece meio complicado para você, saiba que existem vários aplicativos bem interessantes que justamente permitem encontrar, no céu, cada estrela que você desejar. Clique aqui para descobrir alguns.

Após encontrar esses corpos, é hora de sentar ou deitar confortavelmente e ter paciência. Aproveite para contemplar essa região fantástica do nosso céu e olhe aos arredores da constelação de Touro enquanto aguarda a passagem de algum meteoro Táuridas.

Mas, lembre-se, você precisará encontrar um lugar com pouca poluição luminosa e, principalmente, livre de nuvens ou neblina. No início da noite desta quinta-feira (4), a chuva Táuridas estará muito perto do horizonte, então o ideal é começar a observação entre as 22h e a meia-noite. Não é necessário o uso de binóculos ou qualquer outro instrumento — na verdade, as lentes diminuirão seu campo de visão e dificultarão encontrar os meteoros.

Qual é a origem da chuva de meteoros Táuridas?

(Imagem: Reprodução/stellarium.org)
(Imagem: Reprodução/stellarium.org)

Os Taurídeos do Sul são detritos e “sujeira” espacial deixados pelo cometa 2P/Encke, que orbita o Sol a cada 3,3 anos. Existem outras fontes de fragmentos também associadas a essa chuva, talvez um cometa muito maior, que se desintegrou e deixou Encke como “herança”. Por isso, o sistema Táuridas tem grande importância científica, porque seus resíduos ajudam nas pesquisas envolvendo o cometa Enke e seu suposto antecessor.

Alguns estudos sugerem que um pedaço deste grande cometa extinto pode ter caído na Terra, causado o Impacto do Younger Dryas há cerca de treze mil anos. O resultado teria sido um resfriamento climático no hemisfério norte da Terra durante 1.300 anos e a extinção de uma megafauna e da cultura Clovis, composta pelos primeiros habitantes do continente americano.

O Enke, menos misterioso (já que podemos observá-lo com certa frequência) é parte de um grupo conhecido como cometas da família de Júpiter, que representam certo “risco” para a Terra — entre aspas, porque não há nenhum perigo para nós, por enquanto. Em nenhuma simulação das órbitas atuais desses objetos há uma chance real de colisão nos próximos tempos. Mas se for verdade que um pedaço do Enke já caiu aqui, pode ser que futuras colisões possam ocorrer. A boa notícia é que o Enke não é não grande quanto o anterior.

Meteoros e a região de Orion (Imagem: Reprodução/Clement Percheron/Pexels)
Meteoros e a região de Orion (Imagem: Reprodução/Clement Percheron/Pexels)

Já os Taurídeos do Norte são formados por fragmentos de um asteroide próximo à Terra, chamado 2004 TG, que pode ser um pedaço de Encke que se separou do cometa em algum momento no passado e segue uma órbita semelhante, de três anos, em torno do Sol. Quando a Terra passa por essa órbita, que atravessa a trajetória do nosso planeta em torno do Sol, é como se estivéssemos entrando em uma nuvem de pequenas pedrinhas e poeira espacial.

Os destroços dessa “nuvem” que atravessam a atmosfera queimam e deixam um rastro de reação química para trás. Esse rastro é o que chamamos de “estrela cadente”. Mas, no caso das Táuridas, os detritos deixados pelo cometa e pelo asteroide são mais dispersos do que outros, por isso essa chuva contém uma quantidade menor de meteoros por hora. Por outro lado, eles são maiores dentre as chuvas sazonais, que costumam ser do tamanho de grãos de areia.

Esses objetos maiores que compõem as Táuridas entram na atmosfera da Terra a mais de 100 mil km/h, ou 28 Km/s. Por isso, algumas bolas de fogo impressionantes podem aparecer de vez em quando, durante as noites de pico.

Fonte: Canaltech

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