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Chuvas começam a encher reservatórios, mas setor diz que cenário ainda é de atenção

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***ARQUIVO***FAMA, MG, 30.06.2021 - O reservatório de Furnas, em Minas Gerais. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
***ARQUIVO***FAMA, MG, 30.06.2021 - O reservatório de Furnas, em Minas Gerais. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - As chuvas que caíram nas últimas semanas no país já começam a surtir efeitos sobre os reservatórios das principais hidrelétricas brasileiras. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o nível de armazenamento de energia reverteu a curva de queda e já sobe 0,9 pontos percentuais no mês.

No Sul, a situação é ainda melhor, com alta acumulada de 15,2 pontos percentuais até esta quinta-feira (21), segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Especialistas alertam, porém, que a situação ainda requer atenção.

De acordo com o ONS, os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, regiões consideradas a caixa d'água do setor elétrico brasileiro, atingiram 17,6% de sua capacidade de armazenamento de energia na quinta. Não há mais nenhuma usina nas regiões com níveis inferiores a 10%.

No Sul, o nível dos reservatórios chegou a 43,8% no mesmo dia. Mesmo com queda nas regiões Norte e Nordeste, as chuvas sobre o Centro-Sul elevaram o nível geral dos reservatórios em 0,4 ponto percentual, para 24,5%.

Para a próxima semana, o ONS prevê chuvas continuarão acima da média nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, atingindo volume equivalente a 133% da média histórica. No Sul, o volume deve ficar em 83% da média histórica.

Em sua programação da operação, o operador prevê também melhora nos níveis de armazenamento dos reservatórios. A estimativa é que os reservatórios do Sul cheguem ao fim de outubro com 44,3%. Já a região Sudeste/Centro-Oeste deve terminar o mês com 17,8%.

"O aumento de precipitações nas últimas duas semanas não é o único motivo da melhora nas condições dos reservatórios, o conjunto de medidas adotadas pelo operador foi decisivo para um resultado mais otimista", disse o ONS.

O operador cita como exemplo o reservatório de Furnas, em Minas Gerais, um dos mais relevantes do país, que saiu de 13,76% em setembro para 16,38% em outubro. Localizado na parte alta do Rio Grande, Furnas alimenta as outras hidrelétricas da bacia, uma das formadoras do rio Paraná.

A previsão da chegada de chuvas, alinhada com as medidas emergenciais adotadas pelo governo, já havia levado especialistas a minimizar os riscos de racionamento de energia em 2021, embora com grande impacto sobre a conta de luz dos brasileiros.

Na opinião de especialistas, o governo deve manter as medidas em vigor, apesar dos apelos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela reversão da bandeira de escassez hídrica, que acrescenta R$ 14,20 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

"Sem sombra de dúvida, a situação hoje é mais tranquila do que há um mês", diz o ex-diretor geral do ONS, Luiz Eduardo Barata. "Entretanto, essas chuvas de outubro ainda não caracterizam o início do período chuvoso, de modo que a atenção tem que ser mantida com a mesma intensidade."

A avaliação é a mesma do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico), órgão técnico de assessoramento ao governo, que na última sexta (15) contrariou a visão otimista de Bolsonaro e disse que o cenário ainda requer atenção.

O professor de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ Maurício Tolmasquim ressalta que embora a situação pareça menos desafiadora para 2021, o abastecimento em 2022 ainda depende do volume de chuvas de verão sobre os reservatórios.

Ele avalia, porém, que as chuvas podem ajudar o governo a reduzir a pressão sobre as tarifas de energia. "Atualmente, tão importante quanto evitar o risco de racionamento é reduzir o impacto das termelétricas na conta de energia e na inflação", afirma.

"Dado que estamos despachando termelétricas extremamente caras, a hidrologia será uma variável chave para encontrar um equilíbrio entre dois objetivos, igualmente importantes: a garantia da segurança de abastecimento e a redução do custo econômico do uso das termelétricas."

Mesmo com a bandeira mais cara, a elevação do custo de geração pelas térmicas vem ampliando o rombo da conta para pagamento das térmicas, que chegou a R$ 8 bilhões. Para evitar novo reajuste na tarifa ou um problema de liquidez das distribuidoras, o governo planeja novo empréstimo ao setor.

Assim como ocorreu em 2020, a ideia é captar recursos junto ao sistema bancário para pagar as térmicas e diluir o custo em parcelas ao longo de cinco anos. O valor do empréstimo deve ser anunciado na próxima semana.

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