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Chuvas afetam operações com grãos e fertilizantes em Paranaguá

·2 minuto de leitura
Visão aérea do porto de Paranaguá

SÃO PAULO (Reuters) - Uma disparada no volume de chuvas registrado em Paranaguá (PR) em janeiro aumentou o tempo em que as atividades no porto ficaram paradas em 82% no comparativo anual, para 12,6 dias, afetando os embarques de grãos e entradas de fertilizantes, informou a administração portuária nesta terça-feira.

Segundo a Portos do Paraná, as precipitações atingiram um nível 356,4% maior que o visto no mesmo mês de 2020. Mais cedo, o Departamento de Economia Rural (Deral) também citou o excesso de chuvas no Estado, com condições que dificultam o acesso às lavouras para colheita da primeira safra de soja e milho.

"Em portos do mundo todo, não é possível operar grãos com tempo úmido. A natureza da carga não permite e a qualquer sinal de chuva, os navios atracados paralisam as operações", disse em nota o diretor de operações da empresa pública, Luiz Teixeira da Silva Junior.

A paralisação afetou o embarque de granéis como soja, milho e farelo, assim como a importação de alguns desses produtos. Dos fertilizantes importados, por exemplo, apenas a ureia pode ser operada com garoa.

Em termos de custo, os usuários dos portos do Paraná não pagam pelo período que o navio fica atracado no cais.

"Nos boletins diários dos navios, são anotados o tempo que a embarcação permaneceu parada devido ao mau tempo. No fechamento, são descontados esses períodos. O usuário não paga, apesar do atraso nas operações e na produtividade", disse Teixeira.

Segundo ele, diante da falta de alternativas para seguir com as operações portuárias na chuva, a solução é ser mais produtivo e ainda mais eficiente para aproveitar os tempos operacionais e, assim, alcançar os resultados.

O diretor da Associação dos Terminais do Corredor de Exportação de Paranaguá (Atexp), André Maragliano, acrescentou que apesar das paradas, ainda não há reflexos significativos pois o escoamento de soja não ganhou intensidade.

"Os embarques de soja devem começar a partir da segunda semana de fevereiro e durante o ano a chuva não tem um impacto tão grande", afirmou.

"Aproveitamos (este) período para finalizar as manutenções corretivas e preventivas para que tenhamos um ano com total disponibilidade dos equipamentos", acrescentou.

(Por Nayara Figueiredo; edição de Roberto Samora)