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Chuva de meteoros Delta Aquáridas atinge pico na madrugada de quinta-feira (29)

·3 minuto de leitura

Durante a madrugada de terça-feira (28) para quarta-feira (29), por volta das 2h (horário de Brasília), teremos a oportunidade de ver a chuva de meteoros Delta Aquáridas Austrais (Delta Aquariids ou Delta Aquarídeos Austrais) atingir seu pico. Trata-se de uma chuva com duplo radiante melhor visualizada para os habitantes do hemisfério Sul.

Todos os anos, a Delta Aquáridas acontece entre os dias 14 de julho e 18 de agosto, com a taxa de meteoros por hora atingindo o ponto máximo na madrugada de 28 para 29 de julho. Entretanto, mesmo alguns dias antes e depois, a chuva proporciona uma boa quantidade de "estrelas cadentes" para apreciarmos.

Existem dois radiantes para essa chuva, o boreal (para o hemisfério Norte) e o austral (no hemisfério Sul). Este último é o mais ativo dos dois, com taxas que variam de 13 a 30 meteoros por hora. Eles são amarelos ou amarelo-azulados, com traços longos e não muito brilhantes, e riscam o céu em velocidades moderadas.

O ponto negativo é que, durante o final de julho, teremos uma lua minguante gibosa, que é mais brilhante do que gostaríamos. Isso pode atrapalhar um pouco a observação dos meteoros, mas não a prejudicará por completo, principalmente se você encontrar um céu aberto longe de luzes artificiais.

Origem da Delta Aquáridas

Representação dos detritos deixados pelo cometa durante sua jornada ao redor do Sol. O círculo azul representa a órbita da Terra (Imagem: Imo)
Representação dos detritos deixados pelo cometa durante sua jornada ao redor do Sol. O círculo azul representa a órbita da Terra (Imagem: Imo)

As chuvas periódicas são resultado da passagem de cometas pela órbita terrestre. À medida que se aproximam do Sol, eles deixam para trás uma nuvem de detritos, e eles ficam por lá mesmo. Com isso, sempre que nosso planeta passa por aquele ponto, nossa gravidade atrai alguns desses objetos.

Ainda não se sabe ao certo a origem desses meteoros, mas os astrônomos consideram que estejam associados ao cometa 96P/Machholz, descoberto em 1986. Os cometas Marsden e Kracht Sungrazing também já foram candidatos a "pai" dessa chuva de meteoros.

O 96P/Machholz completa uma volta ao redor do Sol a cada 5 anos, aproximadamente, percorrendo uma distância relativamente curta. Em sua máxima distância do Sol, ele ultrapassa apenas a órbita de Júpiter, e durante sua máxima aproximação com a nossa estrela ele ultrapassa a órbita de Mercúrio.

Como observar a chuva de meteoros Delta Aquáridas

A constelação de Aquário, o radiante da chuva de meteoros e o planeta Júpiter, que estará ali pertinho (Imagem: Reprodução/EarthSky)
A constelação de Aquário, o radiante da chuva de meteoros e o planeta Júpiter, que estará ali pertinho (Imagem: Reprodução/EarthSky)

Embora o radiante seja na constelação de Aquário, próximo da estrela Delta Aquarii, não é preciso necessariamente olhar para lá. O ponto radiante é apenas de onde os meteoros parecem vir, mas eles percorrem diferentes trechos do céu noturno.

A chuva pode produzir uma taxa de 25 meteoros por hora, um bom espetáculo para observadores pacientes, embora o brilho da Lua possa ocultar alguns deles. No início de agosto, a Delta Aquáridas ainda estará com uma boa taxa de meteoros e a Lua crescente oferecerá bem menos luminosidade.

Neste ano, o radiante da Delta Aquáridas contará também com a presença de um ilustre visitante: Júpiter. É que, durante o pico da chuva de meteoros, o planeta estará bem pertinho da estrela Delta Aquarii. Isso é bom, pois a constelação de Aquário é relativamente fraca, e o gigante gasoso pode ser facilmente encontrado no céu, caso o observador saiba identificá-lo — e existem apps que ajudam nesta missão.

Fonte: Canaltech

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