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Chuva de meteoros com detritos do cometa Halley terá seu auge na madrugada desta quinta (21)

·3 min de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A partir da meia-noite desta quinta-feira (21), o amante da astronomia poderá tentar acompanhar uma chuva de meteoros orionídeos, que nada mais são do que vestígios do cometa Halley. O fenômeno acontece entre os dias 15 e 29 de outubro.

Embora o pico do evento seja às 3h desta quinta, com a passagem de 15 meteoros por hora, este ano, de acordo com especialistas ouvidos pelo Agora, o fenômeno terá a sua visibilidade no estado de São Paulo afetada por vários aspectos, principalmente, na capital paulista.

"Os principais problemas são a Lua cheia e a instabilidade no clima. Para cidades grandes como São Paulo, a luminosidade do próprio município e a poluição também atrapalham na hora de observar a passagem do meteoro", afirma o físico Jorge Honel, que trabalha no Observatório Dietrich Schiel da USP, em São Carlos.

"Costumo dizer em palestras que em noite de lua não tem magia para astronomia porque ela mascara muita coisa e você fica preso nela. A luz da Lua, o contraste dela com a luz do céu atrapalha a visibilidade", reforça o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do EXOSS e doutorando no Observatório Nacional.

Mas para quem pretende insistir e tentar ver o fenômeno mesmo assim, Cicco dá algumas dicas: "Não dormir cedo, usar uma cadeira de praia em um lugar confortável, botar um agasalho para a madrugada e levar um saco de pipoca ou então um chocolate quente para ficar olhando para o céu a noite".

O ideal é procurar a direção Nordeste e Leste, onde se encontra a constelação de Orion. Cicco dá a dica de procurar as estrelas três marias (Mintaka, Alnilam e Alnitak ), que formam o cinturão de Orion.

Para quem ainda possa ter dificuldade para encontrar a direção das estrelas existem alguns aplicativos como o "stellarium", por exemplo, que podem ajudar a se localizar. Basta digitar o nome de uma das três estrelas, que ele ajuda a pessoa a se situar.

A chuva de meteoros orionídeos só é possível por causa da grande quantidade de detritos deixados pelo cometa Halley, que costuma passar a cada 76 anos e fez sua última passagem na Terra em 1986. São esses detritos, também chamados de meteoritos, que quando entram na atmosfera proporcionam a chuva de meteoros.

Cicco explica como funciona o processo. "O cometa quando chega perto do Sol começa a volatizar inteiro os elementos químicos todos, parece um gelo seco. Ele é um agregado de gelo, poeira, rocha e quando ele chega perto do sol tem um fluxo de gases, que vai expelindo o que está ali congelado. Ele joga esses detritos para cima e faz uma poeirada. Forma-se, então, o que chamamos de coma, uma nuvem de poeira volatizada", conta.

"Essa sujeira que são partículas de poeira, detritos, caso cruze com a trajetória da Terra é o que chamamos de chuva, que são os objetos do cometa que entram na atmosfera em uma velocidade fantástica e que ilumina o céu", conclui.

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