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Chromebooks e tablets batem recordes durante a pandemia

Felipe Demartini
·3 minuto de leitura

O estado de isolamento social forçou muita gente a adotar regimes remotos de trabalho e educação, com a indústria de tecnologia vendo um crescimento recorde na procura por Chromebooks e tablets. Ambas as categorias apresentaram crescimento recorde ao longo de 2020, com números estratosféricos que representam a busca por máquinas portáteis ou mais baratas, focadas justamente nestes segmentos específicos.

Um exemplo disso foi a Lenovo, que viu sua demanda por Chromebooks crescer 1.766% ao final de 2020, com 2,8 milhões de unidades disponibilizadas nas lojas. Ela ficou em segundo lugar no segmento, atrás da HP, que se manteve na liderança com um aumento de 235% em relação ao ano anterior e 3,5 milhões de máquinas colocadas nas prateleiras. O pódio foi completado pela Acer, com Dell e Samsung completando o top 5 — no caso da marca coreana, também, números nas alturas, com um crescimento de 630%.

Os dados são da Canalys, que aponta para um setor que quadruplicou de tamanho em 2020, na comparação com o ano anterior. De acordo com Rushabh Doshi, diretor de pesquisas da consultoria, a busca de escolas e empresas movimentou amplamente o segmento, com as novas medidas de isolamento social motivando a procura por equipamentos mais baratos e com foco na conectividade, enquanto as iniciativas do Google voltadas para o setor também ajudaram a alavancar os números.

Crescimento impressionante, ainda que menor, também foi visto no mercado de tablets, que atingiu números recordes em 2020. Foram 52,8 milhões de unidades enviadas às lojas apenas no quarto trimestre do ano passado, somando um total de 160,6 milhões no período como um todo e aumento de 28% em relação a 2019.

<em>Pandemia levou a crescimento recorde na demanda por tablets e Chromebooks, devido às necessidades de educação e trabalho remoto (Imagem: Divulgação/Canalys)</em>
Pandemia levou a crescimento recorde na demanda por tablets e Chromebooks, devido às necessidades de educação e trabalho remoto (Imagem: Divulgação/Canalys)

A Apple, claro, voltou a ser a líder nesse movimento de aceleração, com um aumento de 40% na disponibilidade de iPads nas prateleiras globais e, também, registrando o melhor quatro trimestre para a linha de produtos desde 2014. Foram 19,2 milhões de unidades entre outubro e dezembro, enquanto a Samsung, na segunda colocação, somou 9,9 milhões no período, um aumento de 41%. A Amazon completa o pódio, com 6,5 milhões.

Nesse segmento, a Canalys aponta não apenas as necessidades educacionais e de trabalho, mas também a busca por soluções de entretenimento. A consultoria traça um paralelo entre a procura maior por serviços de streaming e a venda de tablets, bem como o crescimento nos gastos com games, principalmente para crianças que, agora, passam o dia todo em casa. Preços, portabilidade e opções de conectividade também são pontos importantes.

Os números também motivaram, para os analistas, um interesse renovado em notebooks conversíveis, com um aumento no número de modelos anunciados durante a CES 2021, que aconteceu em janeiro. Para os especialistas, flexibilidade e conectividade devem continuar sendo as palavras de ordem no crescimento da indústria de informática em 2021.

No total do mercado, o que se viu foi o terceiro trimestre consecutivo de crescimento, com Chromebooks, tablets e computadores convencionais, na somatória, chegando a 143,7 milhões de unidades disponibilizadas, um aumento de 35% em relação ao mesmo período de 2019 e o maior volume desde 2015. A Lenovo se manteve na liderança, seguida por Apple, HP, Dell e Samsung.

Fonte: Canaltech

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