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Chove diamante em Urano e Netuno? Parece que sim!

·2 min de leitura

É possível que ocorram chuvas de diamantes em Urano e Netuno. É o que indicam modelos matemáticos somados a análises de dados, conduzidas por astrônomos que queriam entender melhor como é o interior destes planetas gelados e como podem ser as condições por lá.

A chuva de diamantes foi proposta pela primeira vez antes mesmo do lançamento da missão Voyager 2, em 1977. Basicamente, ela leva em conta o que se sabe da composição de Netuno e Urano (água, junto de amônia e metano), planetas que provavelmente têm núcleos rochosos. Quanto mais fundo estivermos no planeta, mais densos esses compostos ficam.

Urano e Netuno são formados por água, amônia e metano, principalmente (Imagem: Reprodução/NASA)
Urano e Netuno são formados por água, amônia e metano, principalmente (Imagem: Reprodução/NASA)

Então, com a ajuda de modelos matemáticos, estima-se que os mantos destes planetas têm temperaturas próximas de 7.000 K (ou 6.727 ºC), além da pressão equivalente a mais de 6 milhões de vezes à da Terra. Estes mesmos modelos sugerem que as camadas mais externas do manto são mais frias, chegando a 1.727 ºC, e com pressão menor. Mesmo assim, a pressão é intensa o suficiente para quebrar as moléculas do metano.

Como é formado por um átomo de carbono ligado a quatro de hidrogênio, o carbono do metano é liberado e encontra seus “irmãos”, se ligando em grandes cadeias que, unidas, formam padrões cristalinos como os dos diamantes. Depois, essas formações de diamantes caem pelas camadas do manto até alcançarem altíssimas temperaturas, sendo vaporizadas, flutuando para cima e repetindo o ciclo. É assim que ocorre a tal “chuva de diamantes”.

Representação da chuva de diamantes em Netuno (Imagem: Reprodução/Greg Stewart/SLAC National Accelerator Laboratory)
Representação da chuva de diamantes em Netuno (Imagem: Reprodução/Greg Stewart/SLAC National Accelerator Laboratory)

Cientistas já conduziram experimentos em laboratório para replicar as condições destes planetas por alguns instantes, que mostraram que a formação dos diamantes é possível. Claro, o ideal seria enviar missões espaciais a Urano e Netuno para verificar e validar este cenário — mas, enquanto isso não acontece, os experimentos e modelos matemáticos vêm mostrando que, de fato, a chuva de diamantes pode ser real.

Fonte: Canaltech

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