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Choque de meteorito no Canadá formou rochas "superquentes"

·2 min de leitura

O choque de um meteorito com a Terra há cerca de 36 milhões de anos formou rochas a temperaturas que chegaram a 2.370 ºC, muito acima daquelas no manto terrestre. Agora, em um estudo liderado por pesquisadores da Western University, no Canadá, pesquisadores descobriram grãos de zircão, mineral que confirma a temperatura de formação de uma rocha descoberta anteriormente.

A rocha em questão era um pedaço de vidro de cor escura, descoberto em 2011 e descrito em um estudo publicado em 2017. Ao que tudo indicava, a rocha foi derretida e alterada após um meteorito se chocar contra o que é hoje a região de Labrador, no Canadá, formando uma cratera com quase 30 km de diâmetro.

Imagem aérea da estrutura do impacto, com indicações dos depósitos de materiais derretido (Imagem: Reprodução/Google)
Imagem aérea da estrutura do impacto, com indicações dos depósitos de materiais derretido (Imagem: Reprodução/Google)

Ao analisar a rocha, Michael Zanetti, doutorando da Washington University, descobriu que ela tinha zircões, minerais altamente duráveis que se cristalizam com altas temperaturas. Agora, Gavin Tolometti, da Western University, junto de seus colegas, analisou outros grãos de zircão em amostras da cratera, obtidas de diferentes locais nela.

Os resultados mostraram que os zircões do vidro de impacto foram formados a temperaturas mínimas de 2.370 ºC — exatamente como o estudo de 2017 havia proposto —, e que a rocha sedimentar que abrigava o material foi aquecida até chegar a 1.673 ºC. Os pesquisadores descobriram também a presença de reidite, um mineral raríssimo formado quando o zircão é exposto a altas temperaturas e pressões; no caso, os reidites encontrados tinham grãos de zircão da cratera.

Amostra de rocha que chegou a 1.687 ºC (Imagem: Reprodução/Gavin Tolometti)
Amostra de rocha que chegou a 1.687 ºC (Imagem: Reprodução/Gavin Tolometti)

Ao calcular as pressões às quais as rochas foram expostas durante o impacto, eles descobriram que o choque do meteorito trouxe pressões entre 30 e 40 gigapascals nas bordas da cratera formada; já na área da crosta diretamente atingida pelo meteorito, o mais provável é que as rochas tenham sido não somente derretidas, mas também vaporizadas.

O intervalo de temperaturas permite que os pesquisadores identifiquem possíveis lugares para identificar outras rochas superaquecidas, e as descobertas podem ser usadas para estudos de outras crateras. “Pode ser um passo adiante para experimentar e entender como as rochas foram modificadas por crateras de impacto em todo o Sistema Solar”, disse Tolometti.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Earth and Planetary Science Letters.

Fonte: Canaltech

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