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Choque da inflação ajuda emergentes na liderança de juros altos

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- Investidores aumentam apostas para bancos centrais de mercados emergentes, recompensando os que estão fazendo todo o possível para garantir que as pressões inflacionárias sejam transitórias.

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Nos países em desenvolvimento, a diferença entre a inflação e as expectativas está no maior nível em mais de uma década. Por isso, ativos de nações onde autoridades monetárias estão se adiantando às pressões de preços têm atraído gestores de fundos mais do que nunca. É o exemplo da Rússia e da Coreia do Sul, cujas moedas ficaram à frente da maioria de seus pares no mês passado e cujos títulos de prazo mais longo têm mostrado desempenho superior às notas de vencimento mais curto desde junho.

“O aperto monetário pró-ativo de bancos centrais poderia ser recompensado com desempenho cambial superior”, disse Alan Wilson, gestor financeiro da Eurizon SLJ Capital, em Londres. “Existem oportunidades alfa dentro de nossa classe de ativos, especialmente quando a política monetária é divergente.”

Preços em alta ameaçam corroer o prêmio de rendimento que mercados emergentes oferecem em relação a países desenvolvidos, um chamariz para investidores locais e estrangeiros. Dados que saem esta semana na Rússia, Coreia do Sul e Colômbia podem fornecer mais pistas sobre a duração da pressão dos preços ao consumidor, dando a investidores mais argumentos para escolher os vencedores da batalha da inflação.

Títulos de longo prazo da Rússia atraem investidores depois de seis aumentos dos juros este ano. Na semana passada, os rendimentos dos títulos de 10 anos da Rússia caíram abaixo dos yields de notas com vencimento mais curto pela primeira vez desde 2017. A inversão ocorreu quando operadores precificaram um período de juros altos depois que o banco central elevou as taxas acima do esperado em outubro. No mercado de câmbio, o rublo registrou o melhor ganho mensal em quase um ano e ampliava a alta na segunda-feira.

Na Coreia do Sul, os títulos de vencimento mais longo também tiveram desempenho superior ao de curto prazo, com o spread entre os títulos de 10 e três anos caindo para o menor nível desde março de 2020. A determinação do Banco da Coreia de buscar juros mais altos o coloca na liderança do aperto monetário da Ásia depois do aumento das taxas em agosto. Com isso, o won superou a maioria das moedas asiáticas em outubro.

“Os mercados de títulos na Coreia e na Rússia agora estão cada vez mais precificando o risco de inflação no médio prazo”, disse Manik Narain, chefe de estratégia de ativos cruzados em mercados emergentes no UBS, em Londres.

No outro extremo, a lira da Turquia estava entre as moedas com o pior desempenho em outubro, enquanto a curva de juros do país se inclinou.

Dois cortes seguidos da taxa de juros desde setembro levaram a lira a novas mínimas, pressionada pelas demandas do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, para baixar os custos de financiamento, o que, segundo ele, reduzirá a inflação.

Enquanto isso, os planos do governo brasileiro de aumentar os gastos públicos minam os esforços do Banco Central para controlar os preços, apesar de conduzir o maior aperto monetário do mundo este ano.

“Tão importante quanto a credibilidade dos bancos centrais em combater a inflação, também deve haver uma consistência entre a política fiscal e monetária”, disse Francesc Balcells, diretor de investimentos de dívida de mercados emergentes da FIM Partners, de Londres. “O mercado vai punir principalmente se, a princípio, o fiscal for vulnerável, como é o caso do Brasil, ou se a política monetária estiver completamente desequilibrada, como é o caso da Turquia.”

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