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Chineses ricos se esbaldam comendo caranguejos na pandemia

Bloomberg News
·3 minuto de leitura
Hairy Crab
Hairy Crab

(Bloomberg) -- Em um final de tarde recente, trabalhadores de uma fazenda de aquicultura perto de Xangai usavam pinças compridas para mover caranguejos de aproximadamente 300 gramas de poças lamacentas para pequenas lagoas de água doce. Pela manhã, os caranguejos — já com as cascas limpas — seriam embalados para presente e enviados a clientes em toda a China.

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Estes não são crustáceos comuns: são caranguejos-peludos, iguaria que pode custar até 2.700 yuans (US$ 400) no caso de uma caixa com oito unidades e só pode ser comprado por algumas semanas durante o outono no Hemisfério Norte.

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Os preços de alguns dos caranguejos favoritos dobraram em relação a um ano atrás.

Mesmo com a desaceleração do crescimento econômico chinês diante da Covid-19, a pandemia tem ajudado os negócios do fazendeiro Ma Mingjun. Em anos normais, os chineses presenteiam parentes especiais, clientes importantes ou funcionários do governo com caranguejos-peludos, mas agora consumidores que gastam muito e não conseguem fazer compras em Paris ou Milão estão presenteando a si mesmos com artigos de luxo produzidos no próprio país.

“Quase todos os caranguejos-peludos em nossas lagoas foram reservados, muito mais rápido do que no ano passado”, disse Ma. “Para compensar a frustração com restrições a viagens, muitos clientes estão comprando caranguejos maiores para compartilhar com suas famílias.”

A demanda por caranguejos-peludos na China totalizou cerca de 120 bilhões de yuans no ano passado e deve atingir 150 bilhões de yuans este ano, de acordo com a AskCI Consulting. A caixa da variedade mais vendida este ano custa 1.600 yuans, comparado a 800 yuans em 2019.

Os chineses costumam cozinhar os minúsculos crustáceos no vapor por cerca de 15 minutos e servem com molho de vinagre, gengibre picado e vinho de arroz. Primeiro eles puxam as pernas e usam palitinhos para chegar à carne. Em seguida, removem a casca para chegar às ovas, embora alguns craques consigam chegar à carne e às ovas deixando a casca intacta.

A iguaria sazonal é um dos muitos itens caros que estão ganhando popularidade por lá. LVMH e Kering relataram crescimento de dois dígitos das vendas na China no segundo trimestre, enquanto lojas duty free na província de Hainan, no sul do país, registraram salto de 167% nas vendas durante um feriado nacional em outubro que dura uma semana.

Lojas Estée Lauder em aeroportos e estações de trem apresentaram forte crescimento no último trimestre, informou o CEO Fabrizio Freda em 2 de novembro. Em parte, isso ocorre porque as proibições a viagens e exigências de quarentena forçaram os chineses a fazer turismo no próprio país, disse Xu Ruyi, responsável por estudos sobre o norte da Ásia da consultoria londrina Mintel Group.

“Muitos chineses ricos que costumavam ‘comprar, comprar e comprar’ no exterior estão gastando internamente”, disse Xu. “Os consumidores de alta renda são mais resilientes em meio a incertezas econômicas e mais dispostos a gastar em algo que pode lhes trazer prazer como compensação por um ano difícil.”

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