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Chinesa Spic reduz geração hídrica, inicia operação de térmica com capacidade plena

·2 minuto de leitura
Marcação de nível de reservatório na usina hidrelétrica de Furnas, em São José da Barra (MG)

BRASÍLIA (Reuters) - A elétrica chinesa Spic está operando apenas três ou quatro das seis turbinas da hidrelétrica de São Simão, a cada dia, disse a presidente-executiva da empresa no Brasil à Reuters na terça-feira, enquanto uma seca recorde impacta o setor de energia no país.

A entrada de água nos reservatórios de usinas hidrelétricas do Brasil durante a estação chuvosa de 2020-2021 foi a menor em 91 anos, de acordo com o Ministério de Minas e Energia, com alívio esperado apenas para quando as chuvas provavelmente retornarão em novembro.

A presidente-executiva da Spic Brasil, Adriana Waltrick, destacou que a usina térmica GNA I, uma unidade da companhia com outros parceiros, entrou em operação na semana passada, e sua capacidade de 1,3 gigawatt está sendo colocada em uso imediato para ajudar a compensar o declínio nacional da produção hídrica.

Waltrick disse que prevê potenciais dificuldades operacionais à frente, mas que há pouca chance de que seja necessário um racionamento de energia, citando melhorias no sistema elétrico geral desde a última grande seca que exigiu o racionamento.

"É possível que ocorram algumas dificuldades nos períodos de pico do sistema. Racionamento, achamos baixa a probabilidade, mas dependendo das chuvas até o final de novembro", disse ela.

A mudança climática e o aumento do risco resultante de eventos climáticos extremos, como a seca, significam que o setor elétrico precisa mudar a forma como opera, disse Waltrick.

Isso inclui o aumento da produção solar e eólica, mas modelos híbridos --como a integração de usinas hidrelétricas com painéis solares e baterias-- também são necessários, disse ela.

A Spic Brasil também está explorando a tecnologia de combustível hidrogênio no país.

A empresa planeja continuar expandindo sua atuação no gás natural, com a segunda fase do projeto GNA a ser lançada em 2025 e mais duas fases de expansão a depender de leilões federais de energia. A Spic detém uma participação de 33% no empreendimento, em parceria com BP, Siemens e Prumo Logística.

(Por Jake Spring)

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