Mercado abrirá em 8 h 36 min
  • BOVESPA

    101.016,96
    -242,79 (-0,24%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    38.245,86
    -461,86 (-1,19%)
     
  • PETROLEO CRU

    38,68
    +0,12 (+0,31%)
     
  • OURO

    1.910,40
    +4,70 (+0,25%)
     
  • BTC-USD

    13.114,33
    +5,54 (+0,04%)
     
  • CMC Crypto 200

    261,27
    -2,15 (-0,81%)
     
  • S&P500

    3.400,97
    -64,42 (-1,86%)
     
  • DOW JONES

    27.685,38
    -650,19 (-2,29%)
     
  • FTSE

    5.792,01
    -68,27 (-1,16%)
     
  • HANG SENG

    24.637,34
    -281,44 (-1,13%)
     
  • NIKKEI

    23.428,70
    -65,64 (-0,28%)
     
  • NASDAQ

    11.492,25
    0,00 (0,00%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6446
    +0,0041 (+0,06%)
     

China volta a falar em planos de levar astronautas à superfície da Lua

Danielle Cassita
·3 minutos de leitura

Ao que tudo indica, a China está bastante determinada em pousar astronautas na Lua e desenvolver uma estação para estudos e pesquisas científicas por lá, Na última sexta-feira (18), Zhou Yanfei, vice-designer chefe do programa espacial chinês, declarou que o país tem o objetivo de utilizar missões lunares tripuladas para realizar estudos e demonstrar tecnologias.

Em um relatório entregue durante a 2020 China Space Conference, Yanfei pontuou que uma nova onda de explorações lunares está emergindo no mundo, com participantes que querem realizar missões sustentáveis para aprofundar os conhecimentos do nosso satélite natural e explorar recursos presentes por lá. “Diferente de outras nações, a China deve depender de sua própria ciência e tecnologia para alcançar nossos objetivos”, declarou. Realizada desde 2018, esta conferência propõe anualmente a construção de uma plataforma para trocas acadêmicas, industrialização e cooperação especial e popularização da ciência.

Lado afastado da Lua fotografado pela missão chinesa Chang'e 4 (Imagem: Reprodução/CNSA/CLEP/Our Space)
Lado afastado da Lua fotografado pela missão chinesa Chang'e 4 (Imagem: Reprodução/CNSA/CLEP/Our Space)

Para ele, o país tem capacidade de pousar astronautas na Lua de forma independente por ter profissionais bem treinados, tecnologias inovadoras e pesquisas de alta eficiência. Entretanto, Zhou ressalta que existem algumas dificuldades que terão que ser superadas pelos pesquisadores chineses. “Nossos foguetes existentes não podem realizar missões de pouso na Lua porque eles não são poderosos o suficiente. As naves tripuladas da série Shenzhou não podem ser usadas em expedições lunares, e não temos cápsulas de pouso lunar”, alertou. Além disso, o sistema de suporte em solo foi criado com o objetivo de ser utilizado em operações na baixa órbita terrestre, não na superfície lunar.

Para enfrentar estes obstáculos, será necessário produzir um veículo de lançamento poderoso. Zhou apontou que os pesquisadores já começaram a trabalhar em duas iniciativas: uma delas propõe tornar um foguete capaz de levar mais de 35 toneladas de cargas úteis à órbita de transferência lunar. Já a outra iniciativa sugere alterar a próxima geração de foguetes projetados para levar astronautas e que já estão em desenvolvimento. Os pesquisadores parecem preferir a segunda opção, porque seria mais fácil projetar e criar o veículo, que poderia também se tornar operacional antes.

O novo foguete está em desenvolvimento na China Academy of Launch Vehicle Technology, e terá 87 metros de altura e 5 metros de diâmetro — o que o torna duas vezes mais alto do que o foguete Long March 5, o maior dos foguetes chineses. Este veículo gigantesco terá um peso de decolagem de mais de 2 mil toneladas métricas, que também é quase o triplo do Long March 5.

O veículo seria usado para transportar astronautas e componentes para uma órbita de transferência lunar para permitir que uma cápsula de pouso, que irá levar astronautas para a Lua.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: