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China vai vacinar crianças de 3 a 11 anos contra a Covid-19

·2 min de leitura

SÃO PAULO — Países e farmacêuticas se preparam para a vacinação de crianças contra a Covid-19. Nesta segunda-feira, a China disse que vai começar a vacinar crianças dos 3 aos 11 anos. O país tem três imunizantes aprovados para essa faixa etária e um deles é a Coronavac. Enquanto isso, o laboratório farmacêutico americano Moderna anunciou resultados positivos de sua vacina para a faixa dos 6 a 11 anos.

A China, que já tem 76% da população totalmente vacinada, expande sua campanha de vacinação no momento em que pequenos surtos da doença voltaram a ocorrer em algumas regiões. Assim, governos de municípios e de pelo menos cinco províncias já haviam anunciado que crianças de 3 a 11 anos seriam chamadas para serem vacinadas.

Em junho, o governo chinês aprovou duas vacinas para crianças: uma da Sinopharm e uma da Sinovac Biotech, que no Brasil é chamada de Coronavac. Em agosto, os reguladores aprovaram outro imunizante da Sinopharm, desenvolvido pelo Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan. O país vacinou já 1,07 bilhão de pessoas, em uma população de 1,4 bilhão.

Outros países ampliam sua vacinação para os pequenos. Cuba já começou a vacinar crianças de 2 anos de idade. Emirados Árabes Unidos, a partir dos três. No Chile, as maiores de 6 anos podem receber sua dose. Há poucos dias a Argentina aprovou o uso da vacina da Sinopharm para a faixa dos 3 a 11 anos.

Nos EUA, recentemente, o governo do presidente Joe Biden anunciou que está preparado para iniciar uma campanha de vacinação para as 28 milhões de crianças de 5 a 11 anos do país assim que uma vacina receber a autorização das agências científicas.

Um grupo de conselheiros do governo se prepara para discutir, na terça-feira, se vai autorizar a vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos, que o principal especialista em doenças infecciosas, Anthony Fauci, estima que estará disponível em meados de novembro.

A Moderna, que também é aplicada no país, informou que dados dos testes clínicos com mais de 4.700 crianças "demonstram uma forte resposta imunológica (...) um mês depois da segunda dose e um perfil de segurança favorável", afirmou o laboratório em um comunicado.

A dose da vacina foi de 50 microgramas, metade da usada em adultos, mas ainda produziu em média 1,5 vezes mais anticorpos em crianças do que em jovens adultos que receberam a dose mais alta.

A maioria dos efeitos colaterais foram leves ou moderados, como fadiga, dor de cabeça, febre e dor no local da injeção. Esses primeiros resultados, divulgados por meio de um comunicado à imprensa, ainda não incluem uma estimativa da eficácia da vacina.

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