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China vai investir R$ 417 trilhões em neutralidade de carbono

China está preparando um investimento de R$ 417 trilhões (Getty)
China está preparando um investimento de R$ 417 trilhões (Getty)
  • China montou plano de investimento usando autoridades governamentais em parceria com atores do setor privado

  • Previsão é de gerar eletricidade de forma inteiramente sustentável

  • Investimentos serão realizados ao longo de 30 anos

A China está preparando um investimento de R$ 417 trilhões nos próximos 30 anos para reduzir suas emissões de carbono. O anúncio foi feito em de dezembro de 2021, por um consórcio do governo com entidades acadêmicas e do setor privado.

O consórcio foi liderado por Ma Jun, presidente do Instituto de Finanças e Sustentabilidade de Pequim, uma unidade acadêmica sob o Departamento Municipal de Trabalho Financeiro de Pequim.

Anteriormente, Ma foi membro do comitê de política monetária do Banco Popular da China, economista-chefe do Bureau de Pesquisa do PBoC e chefe de economia e estratégia da China no Deutsche Bank da Alemanha. Os outros 40 coautores do relatório incluem economistas de instituições financeiras chinesas e ocidentais.

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O que diz o relatório

O projeto de R$ 417 trilhões para investimentos verdes inclui uma gama de indústrias de alta tecnologia que substituirão gradualmente as indústrias atuais da China por seu alto nível de consumo de energia e emissões de carbono.

Uma das maiores mudanças irá acontecer no setor de transportes, com a troca dos combustíveis fósseis por células de combustível de hidrogênio.

É previsto que a nova tecnologia alimente o transporte rodoviário e marítimo de longa distância, assim como a aviação.

O fornecimento de eletricidade também se tornará zero carbono, com a maior parte da rede sendo atendida por fontes renováveis, usinas nucleares. Apenas uma pequena quantidade ainda utilizará geradores de combustíveis fósseis, porém equipados com uma tecnologia de captura e armazenamento de carbono (CCS).

Essa eletricidade será empregada em quase todo setor de construção, e em metade das indústrias, para reduzir extremamente as emissões.

Os edifícios, por sua vez, estarão equipados com tecnologias de economia de energia, como a energia fotovoltaica distribuída, e assim irão atingir emissões negativas de carbono.

Por fim, o restante da meta de zero emissões de carbono será alcançado por meio de tecnologia de captura e utilização de carbono e sumidouros de carbono.