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China deixará de usar LinkedIn este ano

·2 minuto de leitura
FILE - In this Thursday, Sept. 22, 2016, file photo, the LinkedIn logo is displayed during a product announcement in San Francisco.  Microsoft says it is shutting down its LinkedIn service in China later this year following tighter government censorship rules. The company said in a blog post Thursday, Oct. 14, 2021,  it has faced “a significantly more challenging operating environment and greater compliance requirements in China.”  (AP Photo/Eric Risberg, File)
FILE - In this Thursday, Sept. 22, 2016, file photo, the LinkedIn logo is displayed during a product announcement in San Francisco. Microsoft says it is shutting down its LinkedIn service in China later this year following tighter government censorship rules. The company said in a blog post Thursday, Oct. 14, 2021, it has faced “a significantly more challenging operating environment and greater compliance requirements in China.” (AP Photo/Eric Risberg, File)
  • Rede social será descontinuada por insucesso na plataforma e na relação com o estado chinês;

  • LinkedIn era a única plataforma ocidental atuando em território chinês;

  • Site teve dúvidas depois de bloquear perfis de alguns jornalistas.

A Microsoft anunciou nesta quinta-feira (14), que irá encerrar ainda neste ano na China, a versão local do LinkedIn, plataforma de rede social para negócios e empregos. A rede tinha sido aberta no país em 2014, e será fechada por alegações de “ambiente profissional significativamente desafiador”.

O anúncio foi feito por Mohak Shroff, vice-presidente sênior e gerente de engenharia do LinkedIn. Em uma publicação, ele comentou que a extensão do serviço para a China há sete anos tinha como propósito conectar profissionais e torná-los produtivos e bem sucedidos.

O executivo reconheceu que a empresa já sabia, naquela época, que seria complicado cumprir os requisitos do governo chinês. "Embora apoiemos fortemente a liberdade de expressão, adotamos essa abordagem para criar valor para nossos membros na China e em todo o mundo", defendeu.

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Segundo a BBC, essa situação ocorre depois da rede social ter dúvidas por bloquear os perfis de alguns jornalistas. O LinkedIn lançará uma versão do site apenas para empregos, chamada InJobs, ainda este ano. Mas isso não incluirá um feed de rede social ou a capacidade de compartilhar ou postar artigos.

Recentemente, o LinkedIn colocou na lista negra de sua versão chinesa várias contas de jornalistas como as de Melissa Chan e Greg Bruno. Bruno, que escreveu um livro que documenta o tratamento dado pela China aos refugiados tibetanos, disse ao site Veredict, que não ficou surpreso que o Partido Comunista Chinês não gostou, mas se disse "consternado que uma empresa americana de tecnologia esteja cedendo às exigências de um governo estrangeiro".

Para se adaptar ao governo chinês, o lançamento do InJobs será autônomo, e planejando um trabalho em conjunto com empresas chinesas, declarou Mohak Shroff: "Também continuaremos a trabalhar com empresas chinesas para ajudá-las a criar oportunidades econômicas. Essa decisão se alinha ao nosso compromisso de criar oportunidades econômicas para todos os membros da força de trabalho global", argumentou.

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