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China vai aprovar variedades de soja e milho transgênicos de indústria local

Dominique Patton e Hallie Gu
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Por Dominique Patton e Hallie Gu

PEQUIM (Reuters) - A China afirmou nesta segunda-feira que aprovará a segurança para outra variedade de milho geneticamente modificado (GMO, na sigla em inglês) e uma de soja, ambas produzidas pela Beijing Dabeinong Technology Group.

A mudança ocorre depois que a China deu no ano passado sua primeira aprovação para variedades transgênicas em uma década, em um novo impulso para o plantio comercial no maior importador mundial de soja e um grande comprador de milho.

Pequim nunca permitia o plantio de variedades de soja ou milho transgênicas, mas autorizava sua importação para uso na alimentação animal.

O governo disse recentemente, no entanto, que deseja apoiar o melhoramento biotecnológico para aumentar a segurança alimentar, levando a indústria a esperar progresso na comercialização no próximo ano.

O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais abriu seu plano para aprovação de segurança para consulta pública até 1º de fevereiro.

Um dos novos produtos, um grão de soja conhecido como DBN9004, já foi considerado seguro na Argentina, onde a Dabeinong também busca produção comercial.

O outro, conhecido como DBN9501, é um milho resistente à praga da lagarta-do-cartucho, que no ano passado atingiu a região do cinturão do milho na China. A Dabeinong não foi encontrada para comentar.

Embora várias outras medidas devam ser tomadas antes que os agricultores da China possam plantar as safras, a aprovação é considerada oportuna, dado o crescente déficit de milho no maior produtor de grãos do mundo.

"A chegada dos GMOs pode trazer um aumento na eficiência da produção", disse Mao Yifan, analista da Industrial Securities.

O ministério também disse na segunda-feira que aprovou duas novas variedades de milho transgênico para importação, o MON87411 resistente ao glifosato e a insetos, vendido pela unidade agrícola da Bayer, e o MZIR098, produzido pela Syngenta.

"Agradecemos a aprovação de um produto existente", disse Holger Elfes, porta-voz da Bayer.

A Syngenta, uma unidade da estatal chinesa ChemChina, não foi encontrada para comentar o assunto.