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China trabalha para duplicar em 10 anos o seu arsenal de ogivas nucleares, diz o Pentágono

NICOLAS ASFOURI
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(ARQUIVO) Nesta foto de arquivo tirada em 21 de maio de 2020, soldados do Exército de Libertação do Povo (PLA) marcham próximo à entrada da Cidade Proibida durante a cerimônia de abertura da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) em Pequim. Relatório divulgado pelo Pentágono nesta terça-feira, afirma que o exército popular chinês tem plano para duplicar o número de suas ogivas nucleares nos próximos 10 anos.
(ARQUIVO) Nesta foto de arquivo tirada em 21 de maio de 2020, soldados do Exército de Libertação do Povo (PLA) marcham próximo à entrada da Cidade Proibida durante a cerimônia de abertura da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) em Pequim. Relatório divulgado pelo Pentágono nesta terça-feira, afirma que o exército popular chinês tem plano para duplicar o número de suas ogivas nucleares nos próximos 10 anos.

O exército chinês está trabalhando para, em uma década, duplicar suas atuais 200 ogivas nucleares e poder lançá-las em mísseis balísticos da terra, mar e água, alertou o Pentágono em um relatório publicado nesta terça-feira (1).

Se China alcançar o seu objetivo, alerta o documento, "trará sérias implicações para os interesses nacionais dos Estados Unidos e da segurança da ordem internacional", afirma o relatório.

Apesar de querer estar na mesma altura tecnológica que os Estados Unidos, o Exército Popular de Libertação também está focado em realizar operações com o objetivo de dissuadir ou derrotar qualquer esforço norte-americano de intervir em nome de Taiwan, segundo o levantamento.

O Pentágono ressaltou que as forças-militares chineses já igualaram ou superaram as norte-americanas em várias áreas, como na construção de navios, nos sistemas de defesa aérea e nos mísseis balísticos e de cruzeiro.

No relatório anual foi calculado que o gigante asiático tem atualmente 200 ogivas nucleares, menos que as 300 estimadas por analistas independentes. 

O Departamento de Defesa espera que esse número seja duplicado em 10 anos. A China já pode lançar cargas nucleares por meio de mísseis balísticos partindo da terra e do mar, e está desenvolvendo uma tecnologia para realizar lançamentos também do ar, indicou.

"É provável que Pequim busque desenvolver um exército para meados do século que seja igual, ou em alguns casos superior, ao exército norte-americano ou qualquer outra grande potência que a República Popular da China considere uma ameaça".

pmh/st/dga/llu/gf