Mercado fechado

China toma novas medidas sobre coronavírus; mercado pode ser impactado

Juliano Passaro
China toma novas medidas sobre coronavírus; mercado pode ser impactado

O governo chinês decidiu cancelar as comemorações do Ano Novo Lunar do país para diminuir a propagação do coronavírus, que vem atingindo diversas pessoas, principalmente da cidade de Wuhan, onde especialistas acreditam que o vírus surgiu. Além disso, as autoridades também restringiram viagens em três grandes cidades da China. Com isso, alguns setores do mercado podem ser impactados, como o de turismo.

Os mercados permanecem atentos ao surto do “vírus de Wuhan”, como também é conhecido o coronavírus. O governo do país anunciou, na última quinta-feira (23), que o número de pessoas atingidas pela doença chegou a 571, deixando 17 mortos.

Apesar da preocupação com o vírus, a Organização Mundial de Saúde (OMS) não declarou emergência mundial sobre o surto. Entretanto, o presidente da unidade de emergência do órgão afirmou que a OMS estava dividida sobre o assunto, mas no final optaram por não declarar a situação de emergência.

De acordo com o banco norte-americano Goldman Sachs, por conta do vírus que está infestando a China, maior consumidor mundial de petróleo, o preço do barril da commodity terá um impacto negativo de US$ 3 dólares.

“Traduzindo o impacto estimado do SARS sobre a demanda em volumes de 2020 apontaria para um choque negativo potencial de 260.000 barris por dia na demanda global por petróleo”, informou o Goldman em nota na última terça-feira (21).

Setores que podem ser impactados

O surto de coronavírus na China pode ter sérias conseqüências econômicas para o setor de turismo global, de acordo com o Conselho Mundial de Turismo e Viagens (WTTC).

"Casos anteriores mostraram que o fechamento de aeroportos, cancelamentos de voos e fechamentos de fronteiras geralmente têm um impacto econômico maior do que a própria epidemia", disse a presidente do WTTC, Gloria Guevara, em entrevista a AFP.

Veja também: União Europeia cria aliança com 16 países para lidar com disputas comerciais

Guevara acompanhou de perto, também, a epidemia de gripe H1N1, no México, em 2009, que resultou na morte de milhares de pessoas. Segundo ela, o impacto econômico global da epidemia, na época, foi estimado em US $ 55 bilhões. Dessa forma, há uma preocupação também com a economia da China, que pode ser impactada pelo coronavírus, caso a propagação continue em ritmo acelerado.