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China testa IA para defesa orbital contra ataques espaciais

Em um novo estudo, uma equipe de cientistas chineses sugere que um veículo de transporte orbital (como um "porta satélites"), controlado por uma inteligência artificial (IA) e equipado com centenas de cubesats, poderia servir para patrulhar e até combater ataques no espaço. A ideia é que a plataforma liberasse os satélites nos momentos certos com a ajuda de uma IA, defendendo dispositivos espaciais da China de forma rápida e eficiente.

O estudo foi liderado por Zhang Jin, professor da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa em Changsha, na China. Para a equipe, estudar a melhor estratégia para uma IA controlar um veículo de transporte teria forte valor econômico e militar — e a complexidade de uma batalha espacial do tipo seria algo além das capacidades do cérebro humano e até de alguns dos mais poderosos algoritmos de IA.

A China alegou que satélites Starlink, da SpaceX, se aproximaram demais de sua nova estação espacial, e levantou preocupações com o aumento de encontros do tipo em um futuro próximo (Imagem: Reprodução/CAST)
A China alegou que satélites Starlink, da SpaceX, se aproximaram demais de sua nova estação espacial, e levantou preocupações com o aumento de encontros do tipo em um futuro próximo (Imagem: Reprodução/CAST)

Zhang e seus colegas sugeriram o uso da IA para planejar a missão através de respostas a perguntas relacionadas à direção de órbitas de transferência, o momento de liberação dos cubesats e quando aconteceriam os encontros com outros satélites. Para isso, eles criaram um algoritmo capaz de controlar quatro plataformas orbitais, com o objetivo de inspecionar nove alvos hostis em menos de um dia.

O algoritmo foi testado em um modelo orbital de alta precisão, sendo também comparado a um algoritmo híbrido considerado um dos métodos de otimização mais populares. Os resultados foram surpreendentes: o algoritmo desenvolvido por eles era 227 vezes mais rápido que o outro, e encontrou o melhor resultado em apenas quatro minutos em 20 rodadas de testes.

De acordo com a equipe, o algoritmo conseguiu elaborar uma missão com a menor quantidade de combustível consumida, oferecendo uma rota que custaria 96 kg de combustível e 68 horas de execução; já a missão com menor tempo possível iria durar 18 horas, custando 950 kg de combustível. Por fim, eles ressaltam que o "porta satélites" poderia servir também para abastecimento e manutenção de espaçonaves em órbita.

Fonte: Canaltech

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