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China sob pressão para revelar dados sobre vacinas após Pfizer

Bloomberg News
·4 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Políticos ocidentais culpam a China pelos atrasos iniciais no fornecimento de informações enquanto o coronavírus se propagava pelo mundo. Agora que os chineses desenvolvem uma vacina, a necessidade de transparência se mostra essencial para reconquistar a confiança.

A farmacêutica americana Pfizer e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech anunciaram nesta semana que sua vacina indicou mais de 90% de eficácia para impedir o contágio por Covid-19. A descoberta preliminar impulsionou as bolsas globais e colocou as empresas na liderança da corrida pela vacina.

Enquanto isso, o estudo em estágio final de uma das principais vacinas candidatas da China foi interrompido no Brasil devido a um evento adverso grave. Embora a Anvisa tenha revertido a decisão em menos de 48 horas, o caso destacou as tensões geopolíticas em torno do desenvolvimento de vacinas: no mês passado, o presidente Jair Bolsonaro disse que a China carece de credibilidade e que as pessoas não se sentiriam seguras sobre “devido à sua origem”.

“Enquanto a China continua a promover suas próprias vacinas rumo ao estágio final do estudo clínico em meio ao anúncio da Pfizer, a necessidade de Pequim abordar a percepção pública sobre as questões de segurança das vacinas é mais urgente agora do que nunca”, disse Xiaoqing Lu Boynton, consultora da Albright Stonebridge, com foco em saúde e ciências da vida.

Para a China, as apostas no desenvolvimento de uma vacina bem-sucedida são altas após um ano em que o surto em Wuhan afetou ainda mais as relações com os EUA, Europa, Índia e Austrália. Enquanto o governo de Pequim controlava rapidamente o coronavírus e tentava distribuir ajuda a outros países, surgiam queixas sobre materiais defeituosos e restrições.

Uma ampla distribuição da vacina também ajudaria o governo chinês a recuperar um pouco do “soft power” perdido: o presidente Xi Jinping prometeu que as vacinas desenvolvidas pela China serão um “bem público” global e se uniu a um esforço apoiado pela Organização Mundial da Saúde para vacinar as populações contra a Covid-19.

‘Bem público da China’

O “problema para mim é o bem público global ou o bem público da China - são duas noções diferentes”, disse Nicolas Chapuis, embaixador da União Europeia para a China. Embora tenha elogiado a decisão da China de aderir ao programa de vacinas apoiado pela OMS, ele disse que muitas perguntas permanecem sobre distribuição, preço e certificação internacional.

“Para ser certificada, é preciso fornecer amostras”, disse. “Amostras não foram fornecidas.”

A China prometeu priorizar o fornecimento de doses para mais de 60 países, incluindo governos que receberam empréstimos para infraestrutura sob a iniciativa Belt and Road promovida pelo presidente chinês. Indonésia, Bangladesh, Paquistão e Marrocos têm acordos formais com as principais fabricantes de vacinas da China, e países da América Latina e do Caribe receberam a promessa de um empréstimo de US$ 1 bilhão para comprar doses dessas empresas.

Ainda assim, o revés da China no Brasil combinado com o avanço da Pfizer “coloca a diplomacia da vacina da China em risco”, disse Yongwook Ryu, professor assistente de relações internacionais do Leste Asiático na Escola de Políticas Públicas Lee Kuan Yew, da Universidade Nacional de Cingapura.

‘Falta de transparência’

“O problema é a falta de transparência”, disse Ryu. “Portanto, a coisa certa a ser feita pelo governo chinês é tornar públicos os resultados dos testes e as informações relacionadas, para que os especialistas possam examiná-los.”

A China já administrou vacinas, incluindo a da Sinovac Biotech cujo estudo havia sido interrompido no Brasil, a centenas de milhares de pessoas sob um amplo programa de uso emergencial. Mas nenhuma das pioneiras chinesas publicou quaisquer dados preliminares dos ensaios de fase 3 como a Pfizer fez.

Empresas chinesas ainda podem emergir como líderes na distribuição de vacinas: as que são inativadas seriam mais fáceis de distribuir em países mais pobres do que as vacinas de duas doses da Pfizer, que requerem caras redes de produção, armazenamento e transporte de cadeia de frio. O obstáculo no Brasil pode, na verdade, reforçar a noção de que a China leva a sério a segurança de sua vacina, de acordo com Yanzhong Huang, pesquisador sênior de saúde global do Conselho de Relações Exteriores.

“Ainda é muito cedo para dizer que os EUA venceram a corrida”, disse.

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