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China revela novo veículo de lançamento para levar astronautas à Lua

Danielle Cassita
·2 minutos de leitura

Nesta semana, a China revelou que já está trabalhando em um novo foguete — que ainda não recebeu nome oficial — que poderá levar seus taikonautas para missões na Lua. O veículo está sendo projetado na China Academy of Launch Vehicle Technology (CALT), em Pequim.

O novo veículo de lançamento foi revelado durante o evento 2020 China Space Conference, e foi criado para levar uma nave de 27 toneladas para a manobra orbital de injeção translunar. O veículo pesará 2.200 toneladas na decolagem, quase o triplo do foguete Long March 5, o maior da China atualmente. Além disso, contará com três núcleos de cinco metros de diâmetro, um estilo que lembra o dos foguetes Delta IV Heavy, da United Launch Alliance, e Falcon Heavy, da SpaceX. O veículo ainda não tem nome oficial, mas recebeu o apelido de “921 rocket” na China — trata-se de uma referência ao programa espacial tripulado do país, que foi fundado em 21 de setembro de 1992.

Modelo do novo veículo apresentado em 2018 (Imagem: Reprodução/CASC)
Modelo do novo veículo apresentado em 2018 (Imagem: Reprodução/CASC)

Zhou Yanfei, vice-designer geral do programa espacial tripulado da China, ressalta que o mundo está vendo uma nova onda de exploração lunar tripulada ou não. Ainda não há datas para testes de voo com o veículo, mas ele já destaca que ainda existem alguns desafios a serem enfrentados até um futuro pouso lunar tripulado: "por exemplo, precisamos que a nossa nave alcance a Lua e volte, algo que os foguetes Long March não conseguem fazer”, disse. O país ainda não aprovou oficialmente nenhum programa para levar astronautas ao nosso satélite natural, mas vem falando abertamente sobre missões por lá.

Além disso, as naves Shenzhou na órbita terrestre baixa ainda não têm capacidade para alcançar as necessidades do pouso lunar, e a missão também irá exigir um lander. Por fim, Zhou observa que a China não tem "habilidades de sobrevivência em circunstâncias extraterrestres", e que o país também não tem capacidades de apoio em solo. "Até agora, nossas missões tripuladas de exploração espacial foram focadas em tarefas na baixa órbita terrestre", finaliza ele.

Depois de décadas em seu programa de voos espaciais tripulados, a China ainda enfrenta desafios: o país vai começar a lançar módulos para sua estação espacial em 2021, mas segue pensando em ir além. O país também está trabalhando no desenvolvimento de novos foguetes para atualizar seus modelos mais antigos, que usam propelente hipergólico tóxico. Por fim, a China planeja trazer novas capacidades — incluindo foguetes reutilizáveis, como o Falcon 9, da SpaceX.

Fonte: Canaltech

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