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China quer dominar energia nuclear com aposta em reatores

Bloomberg News

(Bloomberg) -- A China não deve atingir a meta de energia nuclear neste ano, mas é improvável que isso inviabilize a ambição de se tornar o maior proponente do combustível ecológico até o final da década.

Em uma matriz energética que ainda terá forte peso do carvão e outros combustíveis fósseis, pesquisadores do governo disseram que a capacidade nuclear poderia mais do que dobrar, para 130 gigawatts, até 2030. Embora o número represente apenas cerca de 10% da geração nacional de eletricidade, devido ao peso da China nos mercados de energia o país economizaria a quantidade de carbono que a Alemanha emite anualmente pela queima de carvão, petróleo e gás.

É provável que a China não consiga atingir a meta de 58 gigawatts de energia nuclear até o fim deste ano. Como em quase todos os problemas recentes associados à energia atômica, a catástrofe ocorrida há nove anos em Fukushima, no Japão, atrasou novos projetos e suspendeu aprovações. Ainda assim, a GlobalData prevê que a China passará a França como a segunda maior geradora de energia nuclear do mundo em 2022 e tomará o primeiro lugar dos EUA quatro anos depois.

A China tinha quase 49 gigawatts instalados em 2019. Novas usinas, ou a instalação de reatores nas unidades existentes, requerem anos de planejamento e construção, e a paralisação de três anos nas aprovações encerrada em 2019 reduziu o número de projetos para esta década, de acordo com Chris Gadomski, analista-chefe de energia nuclear da BloombergNEF.

Na reunião parlamentar anual em Pequim encerrada na semana passada, delegados sugeriram que a China deveria começar a construção de 6 a 8 reatores por ano. Agora, o mercado de trabalho é prioridade do governo da China, e um reator típico de 1 gigawatt poderia gerar 50 mil empregos, segundo um executivo de uma empresa.

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