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China pressiona por redução de apostas na alta de commodities

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Várias empresas chinesas de commodities reduziram apostas na alta no mercado de futuros a pedido do governo, segundo pessoas com conhecimento do assunto, um sinal da crescente preocupação do governo de Pequim com o avanço dos preços das matérias-primas.

Nas últimas duas semanas, pelo menos quatro grandes empresas, que incluem siderúrgicas e tradings de commodities, cortaram posições compradas, ou que apostam na alta, em produtos negociados localmente, como minério de ferro e carvão, depois de participarem de reuniões com autoridades do governo, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas. Pelo menos duas grandes corretoras de futuros também foram aconselhadas pelas bolsas da China a limitar posições e volumes de negociação em contratos muito voláteis, segundo duas pessoas.

Além das companhias que receberam indicação do governo de Pequim para reduzir posições em commodities, representantes de vários outros produtores de matérias-primas, operadores e firmas de investimento chinesas diminuíram as apostas sem serem solicitados, em parte pela preocupação com possíveis críticas dos reguladores, de acordo com entrevistas com 20 gerentes de tradings em empresas estatais e privadas nas últimas duas semanas, que falaram sob anonimato.

Consultas por e-mail às bolsas de futuros de Xangai, Dalian e Zhengzhou não foram respondidas. Uma consulta por fax à Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o principal órgão de planejamento econômico do país, não foi respondida.

Inflação

A ação do governo chinês para tentar controlar os preços nos bastidores destaca a preocupação de que o boom global das matérias-primas contribua para acelerar a inflação e prejudique a retomada econômica pós-pandemia. Os preços das commodities subiram para perto do nível mais alto em uma década este mês, à medida que os futuros de minério de ferro, grãos e cobre apontam para crescentes custos em construção, alimentos e manufatura.

O impacto já é sentido: os preços às fábricas no país mostraram o maior ganho desde 2017 no mês passado, aumentando a pressão sobre autoridades para frear os preços. Fabricantes chineses também já observam aperto das margens com o aumento dos custos dos insumos.

Por enquanto, grande parte da ação do governo chinês tem sido retórica, como os repetidos apelos do primeiro-ministro, Li Keqiang, por medidas para controlar os preços. Haverá “tolerância zero” para comportamento monopolista e acúmulo de ativos, acrescentou o departamento de planejamento. Agentes do mercado também participaram: a Bolsa de Futuros de Xangai prometeu limitar oscilações exageradas dos contratos de commodities.

Ainda assim, a redução das apostas altistas abrangendo produtos como minério de ferro, metais básicos e carvão não levou a grandes reduções das posições em aberto, porque caçadores de pechinchas entraram no mercado, disse Jia Zheng, analista da Goldtrust Futures, em Xangai.

Os contratos futuros de carvão metalúrgico negociados na Bolsa de Dalian caíram 0,1% na sexta-feira, revertendo o ganho anterior de 2%. O minério de ferro subiu 0,8%, enquanto o vergalhão de aço avançou 1,8% em Xangai, embora ambos tenham reduzido os ganhos do início da sessão.

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©2021 Bloomberg L.P.