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China pode importar mais de 100 milhões de toneladas de soja

Bloomberg News
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- As importações de soja da China devem ultrapassar 100 milhões de toneladas em 2020-21 e superar o recorde anterior estabelecido na última temporada, já que esmagadoras chinesas aumentam a capacidade para aproveitar a crescente demanda do país por proteína animal.

As importações vindas dos EUA podem mais do que dobrar, para 36 milhões de toneladas, em meio às expectativas de produção menor da América do Sul, disse Shi Yongge, gerente-geral da estatal Jiusan Group, em conferência em Guangzhou. O aumento das compras também faz parte dos esforços da China para cumprir o acordo comercial de primeira fase com os EUA, acrescentou.

A China comprou grande quantidade de soja neste ano para alimentar o plantel de suínos, que se recupera mais rápido do que o esperado da peste suína africana. A onda de compras ajudou a impulsionar os preços globais, justo quando investidores estão preocupados com a oferta, especialmente porque o evento climático La Niña provoca seca no Brasil e na Argentina, o que pode prejudicar as safras. O milho, que também é usado na alimentação de suínos, teve valorização semelhante.

As importações de soja brasileira pela China podem cair para 56,9 milhões de toneladas durante 2020-21 em relação a 69 milhões no ano anterior, enquanto o volume comprado da Rússia pode cair pela metade, para cerca de 450 mil toneladas, devido à menor área plantada, estimou Shi. A temporada da China começa em outubro.

O número de suínos no maior produtor de carne de porco mundo deve se recuperar totalmente no primeiro semestre do próximo ano, o que traz ganhos para processadoras de soja chinesas. A capacidade de esmagamento será expandida em 31 mil toneladas por dia em 2021 e em outras 20 mil toneladas por dia no ano seguinte, disse Shi na conferência organizada pela Bolsa de Commodities de Dalian.

O setor processou 88 milhões de toneladas de soja em 2019-20 a uma taxa média de operação de 69%. As dez maiores esmagadoras respondem por 84% da capacidade total do país. A estatal COFCO tem participação de mercado de 18%; a Yihai Kerry possui uma fatia de 16%, enquanto a Jiusan e a estatal Sinograin detêm 8% cada.

A demanda por farelo de soja na China pode aumentar em até 10% em 2020-21 em relação a 5,8% no ano anterior, já que a melhora do padrão de vida continua a aumentar a demanda por carne, ovos e leite. O farelo de soja é usado para ração.

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©2020 Bloomberg L.P.