Mercado abrirá em 45 mins
  • BOVESPA

    112.291,59
    +413,06 (+0,37%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    43.934,21
    +259,38 (+0,59%)
     
  • PETROLEO CRU

    46,32
    +0,68 (+1,49%)
     
  • OURO

    1.843,50
    +2,40 (+0,13%)
     
  • BTC-USD

    19.046,76
    -210,82 (-1,09%)
     
  • CMC Crypto 200

    374,22
    -0,19 (-0,05%)
     
  • S&P500

    3.666,72
    -2,29 (-0,06%)
     
  • DOW JONES

    29.969,52
    +85,73 (+0,29%)
     
  • FTSE

    6.546,92
    +56,65 (+0,87%)
     
  • HANG SENG

    26.835,92
    +107,42 (+0,40%)
     
  • NIKKEI

    26.751,24
    -58,13 (-0,22%)
     
  • NASDAQ

    12.511,00
    +48,75 (+0,39%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2513
    +0,0153 (+0,25%)
     

China perto de fechar maior acordo de livre comércio do mundo

Philip Heijmans, Michelle Jamrisko e Bryce Baschuk
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Quinze países da Ásia-Pacífico, que incluem a China, pretendem fechar o maior acordo de livre comércio do mundo neste fim de semana, o que seria a conclusão da busca do governo de Pequim por uma maior integração econômica com a região, que responde por quase 30% do PIB global.

A Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP na sigla em inglês), que inclui países como Japão, Austrália e Nova Zelândia, visa reduzir tarifas, fortalecer cadeias de suprimentos com regras de origem comuns e codificar novas regulamentações de comércio eletrônico. Sua aprovação pode prejudicar algumas empresas dos Estados Unidos e outras multinacionais fora da zona, principalmente após o presidente Donald Trump ter abandonado as negociações sobre um acordo comercial separado com a Ásia-Pacífico, anteriormente chamado Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês).

Após a retirada da Índia das negociações da RCEP no ano passado, as 15 nações restantes buscam anunciar o acordo até o final da Cúpula Asean desta semana, que o Vietnã organiza virtualmente. O ministro de Comércio da Malásia, Azmin Ali, disse a repórteres que o acordo seria assinado no domingo, chamando-o de o culminar de “oito anos de negociações com sangue, suor e lágrimas”.

“A China deu um golpe diplomático ao atrair a RCEP”, disse Shaun Roache, economista-chefe para Ásia-Pacífico da S&P Global Ratings. “Embora a RCEP seja superficial, pelo menos em comparação com a TPP, é ampla, cobrindo muitas economias e bens, e isso é uma raridade nestes tempos mais protecionistas.”

O impacto pode se estender além da região. O avanço do acordo ilustra como a decisão de Trump de se retirar do TPP - agora chamado Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífico - diminuiu a capacidade dos Estados Unidos de contrabalançar a influência econômica da China com seus vizinhos. Esse desafio pode em breve ser transferido para o presidente eleito Joe Biden se, como esperado, for oficialmente certificado como vencedor das eleições de 3 de novembro.

A questão de saber se a RCEP muda a dinâmica regional em favor da China depende da resposta dos EUA, disse William Reinsch, assessor comercial do governo Clinton e consultor sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, em Washington.

“Se os EUA continuarem a ignorar ou intimidar os países da região, o pêndulo de influência oscilará em direção à China”, disse Reinsch. “Se Biden tiver um plano confiável para restaurar a presença e influência dos EUA na região, o pêndulo pode voltar em nossa direção.”

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2020 Bloomberg L.P.