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China de olho em soja brasileira à espera de negociações com EUA

Bloomberg News

(Bloomberg) -- As esmagadoras de soja chinesas estão fazendo consultas sobre os grãos do Brasil, apesar dos preços mais altos do que nos Estados Unidos, enquanto aguardam sinais de avanço nas negociações entre Washington e Pequim, segundo pessoas a par da situação.

Algumas das empresas que compraram soja de portos no noroeste do Pacífico na segunda-feira agora fazem consultas no mercado brasileiro, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas discutindo um assunto confidencial. As esmagadoras, por enquanto, aguardam o resultado de uma reunião esta semana entre representantes chineses e americanos em Washington, disse uma pessoa.

As atenções se voltaram novamente para as compras de soja da China depois de Pequim ter dito na semana passada que está incentivando a importação de produtos agrícolas dos EUA para aliviar as tensões antes que os dois lados retomem as negociações comerciais. As exportações de soja dos EUA saltaram para o nível mais alto em seis meses na semana passada, impulsionadas pelas compras chinesas. Dados do governo mostraram mais compras esta semana, mas o secretário do Departamento de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, disse que “não sabe” se o país asiático continuará a fazer compras de produtos agrícolas na próxima semana.

Ainda assim, como sinal de avanço, Perdue também confirmou que as autoridades chinesas farão visitas às fazendas americanas na semana que vem, como parte dos esforços de “boa vontade”. Em conferência de imprensa na quinta-feira, Perdue disse que não tinha detalhes sobre onde as visitas ocorreriam. A reunião sobre comércio do grupo de trabalho esta semana é uma preparação para as discussões entre os principais negociadores em outubro.

As empresas chinesas estão fazendo consultas sobre a soja brasileira, mesmo com os preços mais baratos dos grãos dos EUA. A medida já diminuiu o diferencial de preço entre os carregamentos no noroeste do Pacífico e os futuros negociados em Chicago, a chamada base.

As consultas também podem sinalizar que as empresas gastaram sua cota alocada pelo governo para importações livres de tarifas retaliatórias. Em julho, o governo chinês aprovou cinco empresas privadas para comprar até 3 milhões de toneladas de soja americana sem pagar as taxas extras. As compras foram suspensas cerca de um mês depois do colapso das negociações entre EUA e China.

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