Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.976,70
    -2.854,45 (-2,55%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.668,64
    -310,37 (-0,60%)
     
  • PETROLEO CRU

    76,28
    -1,66 (-2,13%)
     
  • OURO

    1.754,00
    +8,40 (+0,48%)
     
  • BTC-USD

    16.586,63
    +138,67 (+0,84%)
     
  • CMC Crypto 200

    386,97
    +4,32 (+1,13%)
     
  • S&P500

    4.026,12
    -1,14 (-0,03%)
     
  • DOW JONES

    34.347,03
    +152,97 (+0,45%)
     
  • FTSE

    7.486,67
    +20,07 (+0,27%)
     
  • HANG SENG

    17.573,58
    -87,32 (-0,49%)
     
  • NIKKEI

    28.283,03
    -100,06 (-0,35%)
     
  • NASDAQ

    11.782,80
    -80,00 (-0,67%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,6244
    +0,0991 (+1,79%)
     

China muda regras para imóveis e Covid diante de economia fraca

(Bloomberg) -- A China fez novas tentativas de impulsionar sua economia antes de divulgar dados esta semana que devem mostrar um ritmo de crescimento menor por causa de surtos de Covid e da crise imobiliário.

O governo apresentou planos às instituições financeiras na sexta-feira para resgatar o setor imobiliário, além de emitir um conjunto abrangente de medidas para recalibrar a estratégia Covid Zero. Os principais dados de terça-feira devem mostrar uma desaceleração na produção industrial, investimento e vendas no varejo.

Embora as medidas mais recentes possam ajudar a impedir um aprofundamento da crise imobiliária, é improvável que forneçam um impulso significativo para o crescimento, dada a queda da confiança dos negócios e do consumidor.

As medidas imobiliárias são “mais um passo na direção certa para aumentar a confiança dos investidores na economia”, disse Zhang Zhiwei, presidente e economista-chefe da Pinpoint Asset Management. “O impacto no mercado imobiliário deve ser positivo, mas a demanda ainda é bastante fraca, portanto, ainda precisamos esperar e ver quais políticas podem ajudar a melhorar a confiança dos compradores de imóveis.”

A última onda de surtos de Covid na China aumentou rapidamente em outubro, com números diários de casos pairando no nível mais alto em meses, apesar dos confinamentos e testes em massa constantes. Dois terços das 31 províncias do país foram afetadas. Cidades com distritos de alto e médio risco responderam por 47% do PIB do país no final de outubro, de acordo com um relatório do Goldman Sachs.

A saída da China da pandemia de Covid pode levar pelo menos um ano, com a reabertura a partir de abril e um lento retorno à normalidade provavelmente pesando nas esperanças dos investidores de uma rápida recuperação econômica, de acordo com um levantamento junto a analistas.

Além dos ajustes no Covid Zero e do pacote para o setor imobiliário, espera-se que o governo tome algumas outras medidas para ajudar a economia.

O banco central deve injetar liquidez por meio de sua linha de crédito de médio prazo de um ano esta semana. A maioria dos economistas e analistas consultados pela Bloomberg espera que o Banco Popular da China ofereça 1 trilhão de yuans (US$ 139 bilhões) em uma linha de crédito de um ano na terça-feira.

O BC também pode reduzir o índice de depósitos compulsórias dos bancos.

Os dados de terça-feira provavelmente mostrarão que o consumo foi o segmento mais atingido em outubro, com controles mais rígidos contra Covid no período em torno do congresso do Partido Comunista que desencorajaram viagens, reduziram gastos com refeições e cinemas e reduziram o apetite por compras discricionárias.

Os gastos durante o feriado nacional de uma semana no início do mês foram piores do que no mesmo período de 2021 e não chegaram nem perto dos níveis pré-pandemia. As compras de carros, um dos poucos pontos positivos no mercado de varejo, parecem estar enfraquecendo também, com o crescimento ano a ano nas vendas de veículos desacelerando acentuadamente.

More stories like this are available on bloomberg.com

©2022 Bloomberg L.P.