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China mira nível de moeda estrangeira em bancos para frear yuan

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A China obrigou bancos a manterem mais moedas estrangeiras em reserva pela primeira vez em mais de uma década, a medida mais significativa até agora para frear a valorização do yuan.

Instituições financeiras do país precisarão manter 7% das divisas em reserva a partir de 15 de junho, segundo comunicado do banco central na segunda-feira. O nível representa um aumento de 2 pontos percentuais, e é o primeiro desde 2007. A medida, que segundo o Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês) ajudará na gestão da liquidez, reduz efetivamente a oferta de dólares e outras moedas onshore, fazendo pressão de baixa sobre o yuan.

Embora analistas digam que o impacto direto pode ser pequeno, a medida é o sinal mais claro de descontentamento do PBOC com a alta do yuan em relação ao dólar. Até o momento, a resposta do governo havia se limitado à retórica: uma ex-autoridade do banco central e um comentário na mídia estatal buscaram esfriar os preços da moeda no fim de semana.

“O PBOC quer mostrar ao mercado que, se o rali continuar, tem várias medidas para desacelerá-lo, e o mercado vai cair se quiser fazer apostas especulativas”, disse Zhou Hao, economista do Commerzbank, em Singapura.

Apostar no yuan foi uma estratégia de sucesso no último ano. A moeda subiu 13% em relação ao dólar desde maio passado, quando estava perto do nível mais baixo desde 2008 em meio aos efeitos da pandemia e da guerra comercial com os Estados Unidos. Corretoras como Citic Securities, Scotiabank e Westpac Banking esperam que a moeda suba para 6,2 frente ao dólar em relação à cotação atual de 6,3650. Seria o nível mais alto desde a desvalorização de 2015.

O yuan é apoiado pela recuperação econômica da China e seus mercados de maior rendimento são atraentes para investidores globais. Um cenário de inflação importada reforça o argumento para um yuan mais forte. Contra uma cesta de parceiros comerciais, a moeda chinesa mostra a cotação mais alta desde 2016.

A história recente mostra que operadores devem ser cautelosos. Na sequência da desvalorização, o yuan caiu cerca de 11% até o final de 2016, subiu 11% até o pico de 2018, antes de reverter novamente a trajetória para uma queda de 13% até setembro de 2019. Quando o yuan subiu muito, autoridades muitas vezes adotaram medidas para frear o rali. No início de 2018, por exemplo, o yuan teve a maior queda em dois meses, quando autoridades deram luz verde aos bancos para apresentarem cotações para taxas mais baixas.

“Não vemos isso como uma mudança extraordinária, mas provavelmente o início de uma tendência”, disse Becky Liu, chefe de estratégia macro da China no Standard Chartered, em comentário sobre a medida do PBOC na segunda-feira. “Pode ser visto como um novo mecanismo de gestão do yuan no médio prazo, juntamente com outras medidas anticíclicas.”

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©2021 Bloomberg L.P.