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China mantém lockdown em maior fábrica de iPhones do mundo

(Bloomberg) -- A maior fábrica de iPhones do mundo continuará sujeita às restrições para frear a Covid. Autoridades da China suspenderam o lockdown no distrito onde a unidade está localizada, mas disseram que algumas áreas ainda são consideradas de alto risco.

A cidade de Zhengzhou encerrou uma ordem de lockdown em nível distrital para a área nos arredores do aeroporto, disse o governo em comunicado nesta quarta-feira. Ainda assim, várias regiões desse distrito permanecerão classificadas como “de alto risco”, o que, sob as regras de combate à Covid da cidade, significa que continuarão sujeitas a medidas de isolamento. Isso inclui controles para impedir que residentes saiam de casa.

A lista de áreas de alto risco abrange a fábrica da Foxconn Technology Group - conhecida como ‘iPhone City’. Com isso, o fluxo de entrada e saída de produtos e pessoas na principal base de produção da Apple permanece reduzido, o que pode causar impacto ainda maior nas entregas de iPhones durante a temporada de Natal nos EUA. As restrições contínuas da cidade já levaram a Apple a alertar que enviará menos aparelhos premium do que o previsto.

Não está claro se ou quando essas medidas serão suspensas. Por enquanto, a fábrica continuará operando sob o chamado circuito fechado para manter a produção, disse um porta-voz da Foxconn, principal fabricante terceirizada da Apple na China.

A declaração de quarta-feira - e seu impacto confuso em uma das cadeias de suprimentos mais observadas da China - reflete uma tendência das autoridades locais de tentar manter as restrições da Covid sob o radar, à medida que cresce a frustração da população com o punitivo manual da política Covid Zero.

Embora o governo de Zhengzhou pretenda “equilibrar melhor a prevenção do vírus e o desenvolvimento econômico”, de acordo com o comunicado na quarta-feira, os casos seguem em alta na cidade, o que torna o relaxamento das restrições um exercício arriscado. Zhengzhou registrou 1.043 pessoas com Covid na terça-feira, acima dos 733 do dia anterior.

O principal órgão de saúde da China criticou algumas cidades, entre elas Zhengzhou, por medidas excessivas de lockdown. Ao mesmo tempo, autoridades locais correm o risco de serem punidas ou de perderem o cargo sempre que os surtos saiam do controle, dando pouca margem de manobra.

Empresas localizadas em áreas de alto risco e que fazem parte de uma lista autorizada podem operar em um sistema de circuito fechado, no qual a Foxconn está há algum tempo. Mas sem que a mobilidade seja facilitada na fábrica de iPhones, é improvável um alívio da escassez de suprimentos e gargalos logísticos que têm atrasado a produção.

A Foxconn trabalhou com autoridades locais para criar pistas fechadas que permitam aos trabalhadores caminhar entre os dormitórios fora do campus e a fábrica, disse a empresa em sua conta oficial do WeChat.

O compromisso da China com a política Covid Zero abalou as operações de alguns dos maiores fabricantes do mundo e serviu como um lembrete dos riscos de centralizar a produção no país.

A Apple espera produzir pelo menos 3 milhões de unidades do iPhone 14 abaixo do previsto originalmente este ano, apurou a Bloomberg News, já que a demanda mais fraca pelos modelos coincide com os problemas de fornecimento em Zhengzhou.

Além das complicações na fábrica da Foxconn, a Covid avança em outras cidades chinesas. Mais dois distritos do polo manufatureiro de Guangzhou entraram em lockdown nesta quarta-feira.

O governo de Pequim também tende a intensificar as restrições depois que o número de novos casos de Covid saltou para o nível mais alto em mais de cinco meses.

--Com a colaboração de Jin Wu.

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