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China mantém fronteiras fechadas mesmo com vacinação em massa

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A China lidera a vacinação mundial com 20 milhões de doses contra a Covid-19 administradas por dia, e mais de 40% da população do país já recebeu pelo menos uma dose de imunizante produzido no país. Mas enquanto outros países reabrem para o mundo, a China parece não ter pressa em virar a página da pandemia.

Depois de um começo lento devido à hesitação e escassez de suprimentos, a China já administrou mais de 660 milhões de doses, colocando o país de 1,4 bilhão de habitantes a caminho da imunidade coletiva em apenas alguns meses. Na capital Pequim, mais de 80% das pessoas já tomaram pelo menos uma dose, segundo dados da autoridade de saúde municipal divulgados pela mídia chinesa.

No entanto, a China - que eliminou a transmissão local do coronavírus e atingiu um elevado nível de vacinação - ainda não sinalizou se vai abandonar o manual da Covid com fronteiras fechadas, quarentena rigorosa para chegadas de estrangeiros e lockdowns rígidos quando há foco de casos. Apesar de ter registrado uma morte por Covid-19 nos últimos 13 meses e com proteção cada vez maior devido à vacinação, autoridades são enfáticas quando comentam os riscos ainda representados pelo coronavírus.

“Enquanto os surtos permanecerem sem controle fora de nossas fronteiras, é possível tê-los em qualquer lugar na China, não importa há quanto tempo não haja casos locais”, disse Wu Zunyou, epidemiologista-chefe do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças, durante conferência em maio.

Quando novos casos de Covid-19 surgiram esta semana na província de Guangdong, no sul da China, liderados por variantes identificadas pela primeira vez na Índia e no Reino Unido, autoridades implementaram táticas aprimoradas desde o primeiro lockdown em Wuhan, emitindo ordens de permanência em casa para os bairros afetados e realizando testes em massa nos residentes. O foco, que ultrapassou 50 casos em uma cidade de 18,7 milhões de habitantes, também levou ao cancelamento da metade dos voos que saíam do aeroporto de Baiyun, o mais movimentado em 2020. Isso mesmo com 36% da população de Guangzhou totalmente vacinada, de acordo com a mídia local.

Em contraste, muitos países com níveis semelhantes ou até mais baixos de vacinação começaram a reverter as restrições, retomando viagens e suspendendo o uso de máscara, uma estratégia que considera a Covid-19 endêmica, desde que a maioria das pessoas não apresente casos graves graças à vacinação. Os EUA suspenderam a exigência do uso de máscara quando 45% da população foi totalmente imunizada.

Hong Kong agora permite que executivos que foram vacinados sejam dispensados da quarentena ao viajar para a cidade, e na segunda-feira o primeiro-ministro de Singapura, Lee Hsien Loong, prometeu reabrir a cidade-estado, dizendo que as pessoas aprenderão a conviver “com o vírus em nosso meio” e se reintegrar ao mundo.

À medida que mais países seguem esse caminho, a abordagem da China corre o risco de deixá-la cada vez mais isolada. Diante de um grande transtorno sempre que há uma crise esporádica e nenhuma perspectiva de viagem internacional, as pessoas podem começar a se perguntar para que serve a vacinação.

“A vacinação deveria ser um meio para um fim, mas o que vemos na China é que ela se torna um fim em si mesma”, disse Huang Yanzhong, diretor do Centro de Estudos de Saúde Global da Universidade Seton Hall, de Nova Jersey. “Quanto ao que vem a seguir, não há um roteiro.”

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©2021 Bloomberg L.P.