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China lidera pedido na ONU pelo fim de sanções unilaterais

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O embaixador chinês na ONU, Zhang Jun, em foto de dezembro de 2019
O embaixador chinês na ONU, Zhang Jun, em foto de dezembro de 2019

China, Rússia e cerca de vinte países pediram aos Estados Unidos e seus aliados ocidentais que parem de aplicar sanções unilaterais, pois elas tornam a luta contra a pandemia do coronavírus ainda mais difícil.

Em nota lida pelo embaixador chinês na ONU, Zhang Jun, os Estados Unidos são acusados de violarem os direitos humanos, de sistemática discriminação racial e de obstrução ao desenvolvimento dos países aos quais aplicam sanções econômicas. 

"A resposta e a recuperação da covid-19 requerem solidariedade global e cooperação internacional", disseram os países no comunicado.

"No entanto, continuamos a testemunhar a aplicação de medidas coercitivas unilaterais, que são contrárias aos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional", acrescentaram. 

"Aproveitamos esta oportunidade para pedir a suspensão completa e imediata das medidas coercivas unilaterais, para garantir uma resposta completa, eficaz e eficiente contra a covid-19 por todos os membros da comunidade internacional". 

A declaração - que também foi assinada por Coreia do Norte, Irã, Nicarágua, Venezuela e outros países aos quais Washington aplica sanções - foi enviada à terceira comissão da Assembleia Geral da ONU, que trata de questões humanitárias e de direitos humanos. 

Nos últimos quatro anos, os Estados Unidos e a União Europeia aumentaram o uso de sanções para punir países por seu comportamento. 

Entre esses países estão a Rússia, por sua invasão da Crimeia, o Irã e a Coreia do Norte, por seus programas nucleares e a Venezuela pelos abusos do governo do presidente Nicolás Maduro. 

Medidas punitivas buscam excluir países ou suas entidades do sistema de comércio global e congelar ativos em certas jurisdições.

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