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China investiga amostras de sangue de 2019 para descobrir origem do coronavírus

·1 minuto de leitura

Como parte da investigação sobre a origem da covid-19, a China está prestes a analisar dezenas de milhares de amostras de sangue de pacientes da cidade de Wuhan, onde surgiram os primeiros casos. O banco de sangue conta com cerca de 200 mil amostras, inclusive coletadas nos últimos meses de 2019, e a análise deve trazer respostas sobre quando e como o coronavírus começou a se propagar em humanos.

Os testes acontecem agora porque as amostras permaneceram armazenadas por quase dois anos cumprindo um período de carência, uma vez que o material poderia ser usado de evidência em processos jurídicos. Yanzhong Huang, pesquisador sênior, diz que os cientistas poderão mostrar quando os anticorpos contra o SARS-CoV-2 começaram a aparecer.

<em>Imagem: Reprodução/kjpargeter/Freepik</em>
Imagem: Reprodução/kjpargeter/Freepik

Maureen Miller, professora de epidemiologia da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, acredita que a análise feita pelos chineses irá trazer pistas vitais sobre a origem do coronavírus, mas pede que a China permita que países estrangeiros também observem o processo. "Ninguém vai acreditar em qualquer resultado que a China relatar, ao menos que existam observadores qualificados", diz a especialista.

Em coletiva realizada em julho, Liang Wannian, cientista chinês que trabalha na equipe de investigação da OMS (Organização Mundial de Saúde), disse que o país irá testar as amostras e, então, entregá-las a outras equipes de pesquisadores da China e de outros países. Na época, o cientista disse que o vírus pode ter começado a circular antes de 8 de dezembro, quando o primeiro caso foi relatado.

Fonte: Canaltech

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