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China ganha nova vantagem na corrida quântica com processador de 62 Qubits

·2 minuto de leitura

Um dos maiores desafios da ciência atual, o desenvolvimento de computadores quânticos ganhou esta semana um novo capítulo que favorece a China. Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia (USTC, na sigla em inglês) do país criaram com sucesso um novo processador quântico supercondutor de 62 Qubits capaz de conduzir com alta fidelidade "passeios" quânticos usando uma ou duas partículas.

Também observados em processadores convencionais, os “passeios” são objetos matemáticos que descrevem um caminho que toma diversos passos aleatórios para ser concluído. O estudo conseguiu produzir um dispositivo bidimensional 8x8 capaz de atingir a computação quântica universal, o que significa que qualquer tarefa poderia ser conduzida dessa maneira.

Imagem: Reprodução/Global Times
Imagem: Reprodução/Global Times

“É como uma ou duas partículas se movendo aleatoriamente em um quadro de xadrez 8x8”, explicou o pesquisador Yuan Lanfeng, do Laboratório Nacional Heifei para Ciências Físicas em Microescala ao Global Times. “Esses passeios quânticos aleatórios podem concluir qualquer coisa que a computação quântica pode fazer, o que é impressionante."

Potencial revolucionário

O computador quântico foi batizado como Zu Chongzhi em homenagem ao matemático, astrônomo, escritor, político e inventor que viveu no século 5 e que, durante 800 anos, foi a pessoa que mais se aproximou do valor de pi. O time envolvido no projeto afirma que foi um avanço importante para trazer aplicações quânticas a dispositivos com dimensões consideradas de média escala.

A computação quântica tem sido motivo de disputa entre instituições espalhadas pelo mundo, que competem para serem pioneiras na tecnologia. Entre os nomes de destaque no campo está o Google, que em setembro de 2019 atingiu a “supremacia quântica” com o Sycamore, processador de 53 Qubits que superava o potencial do que é possível atingir usando a computação convencional.

Enquanto processadores tradicionais processam informações em bits, em valores que variam entre 0 e 1, dispositivos quânticos conseguem trabalhar com os dois valores simultaneamente, bem como com intervalos entre eles. O principal desafio futuro é trazer a tecnologia para fora do ambiente de laboratório e produzir processadores quânticos com o tamanho e capacidades térmicas semelhantes às CPUs que equipam desktops, smartphones e outros aparelhos eletrônicos comuns.

Fonte: Canaltech

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