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China enfrenta obstáculos em campanha para frear commodities

·4 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Os preços das commodities perdem força, mas, segundo estrategistas, é muito cedo para o governo de Pequim declarar vitória em sua batalha de dois meses para frear o rali e reduzir os custos das fábricas.

A China lançou uma série de medidas - de restrições a negociações ao uso dos estoques estatais - em um amplo esforço para segurar a inflação por meio do freio às commodities. Grande parte das matérias-primas caíram desde os picos de maio, com destaque para a rápida desaceleração dos preços do aço.

Mas o peso do governo chinês sobre o recuo das cotações não está claro, e os resultados não são uniformes: os preços do carvão voltaram a subir, mesmo com a queda dos metais e commodities agrícolas. E, o mais importante, é possível que a queda dos preços tenha vida curta e os esforços da China para controlar o rali fracassem como muitas medidas anteriores.

Para o governo chinês, o grande desafio é que o boom das commodities deste ano tem escala global. Embora ainda seja a maior importadora, a China está saindo do centro do universo das commodities. A onda vendedora da semana passada foi indiscutivelmente impulsionada tanto pela postura hawkish, ou de aperto monetário, do Federal Reserve e condições climáticas nos EUA quanto pela campanha mais agressiva da China.

Da mesma forma, se os que apostam nas commodities estiverem certos e as perdas recentes forem temporárias, o governo chinês pode chegar à conclusão de que já usou grande parte de seu arsenal.

“A intervenção pode ajudar a aliviar a pressão, mas é difícil mudar a tendência”, disse Hao Hong, chefe de pesquisa e estrategista-chefe da Bocom International. “A inflação das commodities é impulsionada pelo crescimento da demanda global, e não pela China. A China é apenas uma tomadora de preços.”

Cobre

Após o duplo golpe do governo chinês na semana passada, os futuros do cobre em Xangai estão no menor nível em dois meses. A promessa de liberar as reservas estratégicas da China foi um sério sinal sério da intenção de controlar os preços, assim como o aviso para que estatais reduzam a exposição aos mercados de commodities no exterior. Mas mesmo que as vendas planejadas para usuários finais aumentem a oferta doméstica, investidores questionam a capacidade de a China conseguir um impacto sustentado.

“Não acreditamos que o rali tenha acabado”, disseram analistas do Citigroup como Tracy Liao, em relatório enviado por e-mail em 17 de junho. As medidas do governo de Pequim “visam administrar as expectativas e dissuadir especuladores, em vez de resolver os desequilíbrios de oferta/demanda”. Com os estoques baixos, é provável que investidores aproveitem a queda dos preços para comprar, o que pode trazer o rali de volta nos próximos meses, disse o banco.

Ferrosos

O minério de ferro enfrentou semanas voláteis em meio à pressão do governo chinês para frear os preços do aço, forte demanda, restrições de oferta e uma indústria global em recuperação. Na China, os preços do vergalhão de aço usado no setor de construção caíram cerca de 19% em relação ao pico de maio, mas ainda estão muito acima das médias de longo prazo. Os futuros do minério de ferro caíram na segunda-feira e acumulam baixa de cerca de 14% na mesma base de comparação.

Embora a demanda chinesa possa esfriar no segundo semestre - e isso não é certeza -, o estímulo sem precedentes em outras partes do mundo pode aumentar a procura por aço e outros materiais de construção. E o governo de Pequim busca baixar os preços ao mesmo tempo que anuncia planos de reduzir a produção, uma política que, se implementada, tem efeito contrário. Na segunda-feira, o governo voltou a alertar que vai acompanhar de perto os preços do minério de ferro no mercado à vista.

Carne suína

Neste segmento, o desafio é diferente. Na China, os preços da carne suína no atacado caíram mais de 50% desde meados de janeiro, uma queda tão forte que o governo parece querer desacelerar o ritmo. Na semana passada, uma agência do governo chinês recomendou que os produtores de suínos mantenham a produção em um nível “razoável”, depois que a queda de 16 semanas disparou o alerta de um sistema recém-adotado.

O plantel de suínos do país mostrava recuperação desde a devastação da peste suína africana, e preços mais baixos podem prejudicar o ritmo. Fraca demanda sazonal, vendas de suínos obesos e aumento das importações devem estender a trajetória de baixa dos preços da carne suína. A Muyuan Foods Co., maior criadora de suínos do país, disse em maio que espera queda contínua dos preços domésticos dos suínos, e o piso só deve ser atingido no próximo ano ou em 2023.

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©2021 Bloomberg L.P.

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