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China diz que reduzirá uso de carvão e apostará em 'Cinturão e Rota Verde'

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em discurso na Cúpula do Clima, o dirigente Xi Jinping reafirmou que a China começará a baixar suas emissões de gases poluentes antes de 2030, e que pretende atingir a neutralidade em carbono em 2060, promessas que já haviam sido feitas em dezembro. No evento virtual organizado pelos Estados Unidos nesta quinta (22), Xi afirmou que seu país começará a reduzir o consumo de carvão no período de 2026 a 2030. A fala sugere que o uso desse combustível fóssil na China, de longe o mais alto do mundo, atingirá um pico em 2025 e começará a cair depois disso. Mais cedo, o governo chinês havia dito que planeja diminuir já neste ano a participação deste combustível em sua matriz energética, para menos de 56%. No entanto, o país seguirá aprovando novos projetos que envolvem carvão. Em sua fala, o líder chinês fez uma defesa do meio ambiente e a relacionou aos objetivos econômicos do país. "Montanhas verdes são montanhas de ouro. Proteger o ambiente é proteger a produtividade, e melhorar o ambiente significa acelerar a produtividade. A verdade é simples assim", afirmou. Ele também disse que a China buscará estimular o desenvolvimento sustentável no exterior, e falou em "Green Belt and Road", em referência ao projeto Cinturão e Rota, que financia a construção de estradas, pontes, portos e outras estruturas em países do exterior. Xi defendeu que a transição para uma economia mais limpa seja feita sem deixar de lado o desejo das pessoas de melhorarem de vida, e pediu que os países mais ricos ajudem os mais pobres nesta tarefa, pois ela será mais desafiadora para as nações em desenvolvimento. "Temos que entregar igualdade e justiça social nesta transição ambiental. A China se comprometeu a passar do pico de carbono para a neutralidade de carbono em um período de tempo muito mais curto do que o necessário para muitos países desenvolvidos, e isso requer esforços extraordinariamente árduos da China", disse o dirigente. O dirigente citou, ainda, o multilateralismo e o respeito às leis internacionais, o que pode ser interpretado como uma crítica à tentativa dos EUA de ser um líder global nas questões climáticas em vez de deixar este processo sob comando de entidades internacionais, como a ONU. O discurso também destacou a Conferência da Biodiversidade, prevista para ser realizada na capital Pequim ainda em 2021. Xi foi o primeiro líder estrangeiro a falar no evento, após a abertura feita pela vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, do presidente americano Joe Biden e de Antonio Guterres, secretário-geral da ONU. Logo após Xi, o premiê indiano Narendra Modi fez seu discurso, no qual disse que a Índia pretende avançar no uso de energias limpas, e colocou como meta alcançar 450 GW de capacidade instalada de geração de energia renovável até 2030. Como comparação, a usina de Itaipu gera 14 GW anuais, que respondem por 10,8% da energia elétrica consumida no Brasil. Modi ressaltou que a emissão de gases de efeito estufa na Índia são 60% inferiores à média global, e relacionou isso ao estilo de vida indiano. A Cúpula do Clima reúne 40 líderes mundiais. Ela foi convocada por Joe Biden para estimular outros países a ampliarem suas metas de redução de poluentes, de modo a atingir os objetivos do Acordo de Paris, de 2015.