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China deve reduzir capacidade de refinarias independentes por plano de mega complexo

Por Chen Aizhu e Muyu Xu

Por Chen Aizhu e Muyu Xu

CINGAPURA/PEQUIM (Reuters) - O polo de refino de petróleo chinês de Shandong iniciou um plano para reduzir meio milhão de barris por dia em capacidade de pequenas refinarias independentes locais com o objetivo de abrir espaço para o projeto de um enorme complexo que deve ajudar na recuperação econômica da crise causada pelo coronavírus.

A Reuters publicou com exclusividade na semana passada que a China, maior consumidor global de petróleo depois dos Estados Unidos, havia decidido ir adiante com o plano do complexo petroquímico de Yulong, que deverá demandar 20 bilhões de dólares.

O complexo, com uma refinaria de 400 mil barris por dia (bpd0 e uma planta de etileno de 3 milhões de toneladas, seria erguida em Yantai, na província de Shandong, onde ficam as refinarias independentes do país, conhecidas como "teapots".

O projeto vinha há tempos tentando aprovação, mas não conseguia devido ao excesso de capacidade de refino na China. A aprovação estatal foi concedida na semana passada, mirando a produção de petroquímicos, em meio a expectativas de demanda relativamente robusta.

Isso levou a província de Shandong a acelerar um plano de 2018 para fechar 500 mil bpd em capacidade nos próximos dois a três anos, segundo autoridades e consultorias da região.

Isso representa 20% da capacidade de Shandong, que tem mais de 60 pequenas plantas.

O governo da província, que ainda não divulgou detalhes do plano, não respondeu a pedidos da Reuters por comentários.