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China aperta cerco contra setor de tecnologia e bilionários

Zheping Huang e Coco Liu
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O Partido Comunista do presidente da China, Xi Jinping, aperta o cerco contra algumas das empresas chinesas mais poderosas, o que preocupa investidores e atinge os empresários mais ricos do país.

Na terça-feira, o governo de Pequim anunciou regras para erradicar práticas monopolistas no setor de Internet, com o objetivo de reduzir a influência crescente de corporações como Alibaba e Tencent. As regras, que derrubaram as ações das duas empresas e provocaram uma onda vendedora nas bolsas chinesas, chegam cerca de uma semana depois de novas restrições impostas ao setor financeiro que levaram à suspensão da oferta pública inicial de US$ 35 bilhões da Ant Group.

Embora o governo de Xi tenha aumentado cada vez mais o controle sobre a segunda maior economia do mundo, até recentemente havia adotado uma abordagem relativamente distante em relação às empresas que dominam os dinâmicos setores de Internet, comércio eletrônico e finanças digitais da China. A preocupação das autoridades é que as empresas tenham se tornado muito poderosas, de acordo com Ma Chen, sócio da Han Kun Law Offices, em Pequim.

“Este é um momento decisivo”, disse Ma, que é especialista em questões antitruste.

Alibaba, Ant e Tencent sozinhas tinham valor de mercado combinado de quase US$ 2 trilhões antes da semana passada, ultrapassando facilmente gigantes estatais como o Bank of China como as empresas mais valiosas do país.

A onda vendedora na terça-feira fez com que as ações do Alibaba caíssem 5,1% em Hong Kong, para o menor valor desde 29 de setembro. Analistas estimam que o valuation de US$ 280 bilhões da Ant pode ser cortado pela metade devido a regulamentações mais rígidas. Ambas as empresas foram cofundadas pelo bilionário Jack Ma, o empresário mais famoso da China.

As ações da Tencent caíram 4,4% na terça-feira. A ascensão da gigante de jogos e pagamentos tornou o cofundador Pony Ma o homem mais rico da China. A empresa foi o segundo maior contribuinte para a queda de 0,4% no índice Hang Seng China Enterprises. A Meituan, a startup de entrega de comida que agora também vende reservas de hotéis e entradas de cinema, registrou a maior baixa, de 10,5%. A empresa não quis comentar, enquanto representantes do Alibaba e da Tencent não responderam de imediato a perguntas.

O órgão antitruste da China busca feedback sobre uma série de regulamentações que estabelecem um marco para combater práticas anticompetitivas, como conluio no compartilhamento de dados confidenciais de consumidores e alianças que eliminam rivais menores e subsidiam serviços abaixo do custo para eliminar concorrentes.

Reguladores também podem exigir que operadoras da chamada entidade de interesse variável - um veículo através do qual praticamente todas as grandes empresas chinesas de Internet atraem investimentos estrangeiros e abrem capital no exterior - peçam aprovação operacional específica.

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©2020 Bloomberg L.P.